quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Boas Férias!

Estamos de férias!
A todos um bom descanso e que o retorno seja com as baterias recarregadas para um ano letivo de muitos sucessos.
Não se esqueçam: este ano o retorno é mais cedo! As aulas começam no dia 14 de Setembro.
Boas férias!!!

Crónicas do 10º G

Crónicas da turma 10º G

Os escolhidos da escola
Há professores que ajudam os alunos nos seus estudos em casa, preocupam mesmo com eles. Se algum faltar a aula ficam preocupados porque vão perder a matéria, vão ter falta, mas há outros professores que nem se preocupam com os alunos, dizem quem faltar vai perder a matéria e que não vão explicar mais». Às vezes, há alunos que tem problemas em casa, chegam a escola atrasados, por vezes, há motivos de atrasos, mas os professores não precisam saber, não deixam entrar e nós, os alunos, perdemos mais uma matéria.
Também na direcção, os funcionários não servem pra nada. Aliás, só servem para levar os alunos de classe mais pobre para o Conselho de Disciplina. Por exemplo, os denominados «copo leti» ficam sentados aí na escada da Direcção a ouvir música, a falar, dançar e não os retiram daí. Quanto aos alunos pobres que chegarem ao mesmo local, esses funcionários proclamam: «quês rapaz dja bem» nem precisam saber, interpelam as pessoas como se fôssemos animais «ei nhos labanta de la». Isso ainda não é nada.
 Agora vou falar-vos das casas de banhos. No segundo piso da escola, as casas de banho cheiram mal, sanita não tem água, urinóis com tubo partido. Um dia fui fazer chichi nele não vi se o tubo estava partido a urina ficou toda no chão.
Os lavatórios que eram para lavar a mão agora ficaram como uma sanita cheio de urina, não dá nem para entrar de tanto cheirar mal. São os alunos que fizeram aquilo, mas a culpa de casa de banho estar suja é culpa dos funcionários e da direcção da escola. Os alunos foram fazer urina encontraram a sanita suja, urinório partido, urinaram no lavatório. Mas isso não pode.
Nas casas de banho das meninas há dois barris de água, mas na casa de banho dos rapazes não há nenhuma. Algumas salas como B3 estão em péssimas condições para assistir as aulas. Estão sujas, sem cortinas. O sol aí é muito forte, às vezes, os alunos pedem aos professores para mudarem de lugar, eles nem os dão ouvidos.
Há, também, professores que mandam nos vestuários dos alunos, no seu style.
Este é uma metade do que se esta a passar nesta escola.

O cronista: Alector Cardoso



sábado, 4 de junho de 2011

Crónicas da Turma 10º E


Preocupação
Preocupo-me com o modo de relacionamento dos alunos na minha sala. Na minha sala somos 15, mas valemos 40, porque na hora de começar a aula nós perdemos 5 a 10 minutos, na medida em que é bagunça que não acaba mais: é arrastar das cadeiras, é gritaria dos alunos, é som no telemóvel, enfim...
Todos os professores queixam-se da nossa turma: que não estamos a deixá-los dar a aula.
Na minha escola há uma forma de organizar as salas, é cada aula numa sala, quando sairmos de uma sala temos que deslocar para o outra. Neste deslocar, às vezes, chegamos atrasados e... se for aula de Português temos de chegar mais cedo, porque assim que entramos o professor já manda um aluno para ver se fizemos o tpc e se já escrevemos o sumário. Se não fizermos o tpc e não escrevermos o sumário, o professor marca-nos menos ou falta. Na aula de Português se fizermos algumas coisas erradas o professor manda-nos para fora e nos obriga a trazer o encarregado de educação, na aula seguinte. Um dia, emprestei o meu telemóvel a uma colega e ela colocou a música e entrou na sala e me deu para parar a música, e o professor pensou que era eu quem tinha a música e mandou-me para rua e no dia seguinte tive que trazer minha mãe.Todos os professores fazem a marcação do teste muito tempo antes, mais eu tenho um professor de Física que nos faz o teste surpresa! Ele chega na sala e diz: «Temos teste na próxima semana.» Nós não sabemos qual dia da semana, mais como ele diz «na próxima semana temos teste», nós vamos preparar para qualquer dia da semana.             
Acho que os alunos da minha turma devem mudar, deixar os professores dar as suas aulas e que o professor de Português que deixe das suas atitudes de chamar os pais, porque qualquer coisinha como por exemplo, se entrar com a música na sala o professor manda chamar os pais, e também que o professor de Física deixe as suas manias de fazer testes surpresas e aprender a marcar teste, porque assim vamos saber o dia certo para prepararmos melhor.

Cronista: Alex Fernandes     10º E
Professor: Ricardino Rocha


A sociedade afrontada com grupos thugs na cidade da Praia?
Agora nós vivemos afrontados com os thugs, já não temos paz na nossa própria casa. Ouvimos tiros, barulho de pedras e garrafas. Isso é muito mau para a sociedade cabo-verdiana.
Hoje em dia não podemos andar à noite com tranquilidade porque podemos ser alvos de um “casu-bodi”. Thugs é sinónimo de brigas, “casu-bodi”  também é muitas pessoas que não devem, pagam pelos outros. Na minha escola há também muitos grupos thugs como “GSP” e nesta mesma escola já morreu o meu grande amigo Andy, numa briga entre thugs. Isso é triste, gente. Às vezes, os jovens em vez de irem trabalhar, vão brigar para defender a sua zona. Há muitos thugs que já morreram por levarem uma vida de gangster. Na minha zona, Calabaceira, há muita briga entre grupos thugs rivais “XL” e “GT”. Ouço tiros e frequentemente, à noite, oiço gritos de pessoas a serem assaltadas. É triste vermos jovens que não podem ir a uma outra zona senão são agredidos ou até mortos. Seria melhor que acabassem com esta disputa de thugs e ficar como antigamente, quando podíamos andar à noite sem sermos assaltados, andar noutras zonas sem ter medo de uma bala perdida. A sociedade cabo-verdiana quer viver em paz sem a problemática “thug”.
A minha visão para este problemática e muito triste: ver um país tão lindo e pequeno a ser alvo de jovens delinquentes.

Cronista: Alexsandro Ramos
Turma: 10 E
Professor: Ricardino Rocha  

Violência em Cabo-Verde
 Eu vou falar-vos sobre violência em Cabo-Verde.
Nos últimos anos a violência está a aumentar cada vez mais no nosso país, graças aos chamados grupos de “THUGS” afectando gravemente a imagem do mesmo. Agora nem próprios polícias estão a conseguir enfrentar os grupos de” THUGS” na medida em que estes não estão com medo de morrer ainda pra mais sem medo de matar. Para ver que eles não têm medo de morrer e nem matar as pessoas ficam a atirar-se contra os outros grupos sem medo de apanhar. E quando isso acontece, eles não importam se são crianças ou não.
Quando são apanhados pelos polícias, as mães ficam a apoiá-los: “O meu filho não faz isso nem aquilo”. Outras há que até escondem os seus filhos para não serem apanhados pelos polícias.
 Entretanto, já estão acostumados com calcetadas que para eles isso não significa nada.
Os grupos “THUGS”, pelo seu comportamento de risco,  vários jovens que já foram a baleados, outros já perderam um olho, um braço, uma perna e por aí vai…
Entretanto, não sei porque que eles não aprendam com os exemplos do que aconteceu. E Eu pergunto-me será que os grupos de “thugs “vão acabar?
Eu creio que não, porque está-se a levantar cada vez mais grupos de thugs, eles dizem que é preciso mais empregos, mais placas desportivas, alguma coisa para eles se ocuparem nos seus tempos livres, mas eles não querem trabalhar, não querem fazer nada. Só roubar e/ou matar. Exemplo disso é que na minha zona, Ponta d’Água, o nosso Primeiro-ministro ofereceu-lhes escola gratuitamente, com aula de música na medida em que alguns que têm talento para cantar, dançar ou até mesmo pintar. Mas eles não sabem aproveitar o que a vida lhes oferece, só querem vender rosto na rua. Não sei como fazer para acabar com os grupos de “THUGS”.
Eu acho que eles deveriam fazer era aproveitar o que a vida lhes oferece.
Cronista:Carla Andreia Silva
Turma – 10º E
Professor: Ricardino Rocha


O uso e abuso de álcool na sociedade cabo-verdiana
 O álcool é tão antigo como a humanidade, é uma droga aceite pela sociedade. O consumo de bebidas alcoólicas é praticada e enraizada em Cabo Verde, não há eventos ou celebrações que não tenha bebidas alcoólicas e tudo se justifica para beber.                                
Por isso, o homem pode cair no uso e abuso de bebidas alcoólicas pela influência que os falsos conceitos e virtudes do álcool exercem sobre si.                                                                                 
Todavia, o aumento de consumo de bebidas alcoólicas nos adolescentes e nas mulheres torna-se preocupante. O álcool é um dos males sociais que vem afetando actualmente todos as sociedades, particularmente, a cabo-verdiana. É neste sentido que todas as instituições públicas, privadas e associações da sociedade cívis devem estar motivadas e engajadas no combate a esse flagelo social.         
Neste sentido, as consequências do consumo de álcool para a saúde dos indíviduos e mesmos das famílias deverão conduzir a uma reflexão mais profunda dessa problematica e sobretudo quando são conhecidas as suas repercussões negativas para o ben-estar social. A ingestã do álcool, mesmo em pouca quantidade, prejudica.                                                            
«Não podemos andar olhando as estrelas quando temos uma pedra no sapato.»  O governo, preocupado com essa problematica do consumo de álcool legislou no sentido da proibição da venda, oferta e ou fornecimento a qualquer  título, a menores de 18 anos. Do mesmo modo legislou a condução sobre oefeito do álcool com o propósito de minimizar os riscos desse mal.
«A natureza nos deu uma língua e duas orelhas para escutarmos o dobro do que dizemos.»escutem mais os outros . Por isso, acho que a sociedade deve colocar em prática o que o governo legislou, a proibição da venda oferta ou fornecimento aos menores de 18 anos e a proibição de condução sobre o efeito do álcool, reduzir a produção de álcool e controlar a entrada de bebidas nas mercearias. E os alcoólatras têm de combater contra a ansiedade de usar álcool, e cada pessoa pode fazer actividades dentro da sua sociedade para alertar as pessoas que mal o álcool traz para nossa sociedade e a família, em particular, e só assim podemos límitar o uso e abuso de álcool na nossa sociedade.
Cronista: Cleusa Soraia Ramos  Nº 4     /    10º E
 Professor: Ricardino Rocha
Violência, o que você ganha com isso?
 Em que mundo estamos? Esta é uma pergunta que muitas pessoas estão a fazer a si mesma. Estamos num mundo onde a violência está a alastrar-se por toda a parte onde os polícias não têm meios para poderem controlar esta situação.
É um drama que se passa um pouco por toda a parte e Cabo Verde não foge a regra. Nos últimos anos, a violência tem vindo a aumentar muito na Cidade da Praia, onde grupos de jovens dos bairros da periferia estão em constantes brigas entre si, e, muitas vezes, pergunto-me o que estão a ganhar com isso? 
Pergunta esta que eu não encontro uma resposta. A sociedade cabo-verdiana está a viver momentos de pânico onde você não sabe a que hora da noite ou de dia em que vais ser assaltado no que eles chamam de “caçu-bodi”. Muitas vezes, com esses confrontos alguns indivíduos do grupo perdem as suas vidas e aquele que matou ou vai para a cadeia ou fica em liberdade pronto para praticar mais um assassinato.
Esses grupos, denominados “thugs”deveriam ter mais responsabilidade dos seus actos, não fazer coisas erradas que prejudicam a si mesmos e nem a sociedade, por causa disso fica um apelo: pensem duas vezes antes de cometerem uma violência.
 Na minha humilde opinião, esses jovens que se encontram envolvidos nessas práticas deveriam ser punidos rigorosamente, e não simplesmente deixados na cadeia por dois ou três dias e depois sair livremente sem culpa e nem receio nenhum pronto para cometerem mais um acto de violência. Deveriam ser presos e condenados a cinco ou mais anos de prisão para poderem pensar, reflectir nos seus actos e ver o que eles ganham com a violência e não ter uma ficha bem extensa nas esquadras policiais.
Por isso pensem no assunto: Com violência você nada ganha.
Cronista: Dulce Helena Monteiro Cardoso      Nº 6   Turma: 10º E
Professor: Ricardino Rocha
                                                               Desorganização
A escola de Palmarejo tem trinta salas: sala de computadores, sala de Desenho, cantina, laboratórios, biblioteca, sala de Actos, sala dos Professores, Secretaria, etc.
Nessa escola acontecem coisas estranhas nos dias em que costumam fazer palestra, actividades dentro do ginásio… Sempre que se faz actividades, estas terminam antes da hora por causa dos inimigos. Começa-se o conflito com pedras, garrafas, troca de tiros. Ainda dizem: “N ta matau”.
Desse conflito, os estudantes ficam a correr de um lado para o outro, às vezes, acabam ferindo aqueles que não devem. Depois dos conflitos os policiais chegam, apanham os inocentes e levam para prisão. Disto tudo, de quem é a culpa?
Quando vinha para a aula sempre eu encontrava guardas da escola e dois policiais de segurança, no portão. Andam de um lado para outro a pegar os que não sabem aproveitar, os que querem fazer conflitos, os que têm coisas perigosas e tomam, dão cacetadas e fecham na prisão. Isto a polícia faz bem.
Entretanto, agora, as polícias não estão a verificar no portão a ver os delinquentes que estão dentro da escola. Uns dos exemplos são nos intervalos. Os alunos ficam a empurrar uns aos outros, atiram giz, garrafas de sumo e pastilhas. Isso tudo acontece quando os que estão nos pisos de cima dão aos que estão em baixo. Uma outra situação é quando, depois do sino, os que tem folga ficam a interromper os que estão nas aulas.
Para falar a verdade essa escola está “mais ou menos” bem organizada: como nós sabemos “mais ou menos” dá menos…Por isso nós temos que organizar essa escola para estar mas bem organizada, como exemplo, ajudar uns aos outros…
Cronista: Danielson Lopes     10º E
Professor: Ricardino Rocha  
                                                                    
Os adolescentes em Cabo Verde influenciados pela delinquência.
-“Thugs” em Cabo Verde-
No nosso país havia menos violência, mas os nossos jovens e adolescentes ao verem o que se passava noutros países, acabaram por enveredar pelo que viam e assimilaram o fenómeno “thug” aqui em Cabo Verde. Começaram então, os assaltos denominados de “kasu bodi”, furtos, e divergência entre os grupos. Daí o índice da mortalidade aumentou, por causa dos assassinatos, actos de violência, e a imoralidade dos homens. Isso tudo através das séries, filmes, que vêem a passar na televisão ou noutras sociedades.
 Neste momento, todos reclamam desses grupos delinquentes. Sair de casa agora tornou-se algo para se pensar meticulosamente, principalmente à noite quando se quer ir a uma discoteca, restaurante ou mesmo um passeio Todo o cuidado é pouco. Ninguém quer ficar prejudicado.
Por mais que os agentes policiais tentem impedir que isso não aconteça, estes fazem de tudo para não serem impedidos de actuar, e agora estão a morrer vítimas da sua própria violência. E a nossa comunidade está a caminhar para a escuridão, em vez da clareza, da paz. Ah! Paz? os jovens não estão a preocupar com a sociedade, mas sim com as discussões, brigas, insultos entre os inimigos, por isso vamos proteger-nos a nós mesmos.
Cada pessoa cuide do ar que respira todos os segundos, ou fica tudo do avesso. O melhor é proteger a nossa vida e aos que estão do nosso lado, ao invés de ficarmos na convivência e sociedade dos “thugs”. Aparentemente, estes serão bem vistos, a personalidade, o seu comportamento pessoal, a forma de agir com os outros que se encontram ao nosso redor, o respeito que tem por si e pelos outros.
Os” thugs” não têm a mesma visão de vida, nem perspectiva igual a uma pessoa responsável , ou seja, os que não influenciam a sociedade dos thugs como ela é vista. As pessoas responsáveis têm responsabilidade pela sua vida e os seus bens, embora muitas vezes não respeitem a oportunidade e prioridade que lhes aparecem na vida.                                                                   
Quarta-feira, 16 de Março de 2001
Cronista: Ilisângela Martins Moreira        10º E  Nº 8            
Professor: Ricardino Rocha
 

“Thugs”: o todo-poderoso
Eu vou-vos falar sobre os grupos de “thugs”.Os “thugs” são grupos de jovens que fazem tudo que querem, é como uma doênça que está a afectar todas a sociedade cabo-verdiana, mais precisamente, os jovens entre os 13 aos 18 anos.
Hoje em dia, são eles quem manda na sociedade, ou seja, nas suas zonas, eles fazem o que querem ninguém diz nada porque tem medo deles. A polícia está em todas as zonas para combatê-los, mas eles não têm medo da polícia.
Eu estou cheio dessa injustiça que está a acontecer.O povo não fala nada pelo mesmo motivo – medo.
O que eles pensam que são? Imperador, dono do mundo ou um Deus? Muitos deles são de família pobre e não estudam. Eles têm paixão por essa vida, essa vida não tem piada nenhuma.Não saiem da sua zona porque os outros grupos vão atacá-los. Que vida é essa? É uma vida de porcaria uma droga de vida.
“Thugs” é uma droga entre os jovens cabo-verdianos. Eles se drogam, dão “casu bodi”. Muitos acabam na cadeia, outros na Várzea. 
Acho que o governo deve fazer uma cadeia na Santa Luzia para colocar apenas os “thugs”. Agora temos uma certa hora para ficar na rua. Hoje em dia ouvir “tiro” é normal, é como uma festa onde se escuta foguete! Os grupos de “thugs” são uma profissão onde encontramos muitos trabalhadores. É uma profissão onde o salário é muito justo: A prisão ou a morte.
Entretanto, Deus deu-nos a vida para viver, não para destruí-la. Acho uma burrice essa forma de viver. Um dia eles vão arrepender-se, mais vai ser tarde demais.
Ninguém é melhor que ninguém, ninguém é superior. Somos todos iguais.

Cronista: Gadine Fonseca     10º E
Professor: Ricardino Rocha

 

Será que música de Cabo Verde não tem valor?
Uma das componentes mais importantes da cultura em Cabo Verde é a música.
Durante vários anos Cabo Verde esteve sob o domínio estrangeiro, a nível político, cultural, social e económico, o país colonizador ignorava a força da cultura dos cabo-verdianos e negavam a existência dos nossos valores culturais, ou seja, queriam liquidar a cultura africana, ou seja, de Cabo Verde.
Os combatentes da luta de libertação nacional tomaram consciência da grave situação vivida em Cabo Verde tais como seca, fome, miséria isolamento e abandono e começaram a contestar e sentiram necessidade de ter sua própria identidade e dignidade, então houve resistência por parte dos combatentes ao colonialismo principalmente através da cultura nomeadamente a música que retractava a situação vivida em Cabo Verde seca, fome, etc. como objectivo de respeitar e preservar os valores culturais.
Hoje em dia música de Cabo Verde não esta a ser valorizada e preocupo-me com as músicas que os adolescentes, crianças, jovens até os adultos estão a ouvir em suas casas e nas ruas.
O CABO VERDE MUSIC AWARDS [CVMA], desempenhou um papel extraordinário ao dar o verdadeiro valor a música cabo-verdiana, aos artistas cabo-verdianos, por exemplo na escola onde eu estudo não vejo nenhum aluno a dizer que gosta de morna, coladeira, funaná, ou seja, os nossos ritmos tradicionais, isto tem a ver com a influência que a música estrangeira reflecte na nossa música, por exemplo, antes era coladeira agora é cabozuok/cabolove .Quem é o culpado disso?
Não vou obrigar ninguém a ouvir musica da nossa terra à força, mas deveríamos ter mais um pouco de respeito pelas nossas músicas porque são elas, por onde passam deixam um rastro de Cabo Verde. “EL E SABIM’’.
Qual é a sentença? Qual é o castigo de ouvir uma boa morna, ou funaná. Não há nenhum mal em uma pessoa dizer a você se pode ouvir um pouco de música no teu mp3 e encontrar Cesária Évora, Lura ou  Tito Paris se ele fizer pouco de você não lhe ligue pois a melhor resposta é o silêncio. A música da nossa terra foi considerada como uma das músicas mais apropriadas para tirar o stress.
Se você disser, agora, ao seu vizinho[a], filho[a], ou até mesmo o seu vizinho[a] para lhe deixar ouvir música com  certeza não vai encontrar Ildo Lobo  ou outros, mas sim vais encontrar 50cent,, Eminem ,até os de Cabo Verde como Rei Assassino ,Nelson Freitas. Não tenho nada contra aqueles que tem essa escolha, mas se viermos a comparar os dois tipos de mensagens que os artistas enviam à sociedade, são duas gerações diferentes, mas acho que os dois artistas da geração mais jovem e muitos aqui em Cabo Verde estão a perder seu tempo em escrever músicas só ensinam prostituição, pornografia e outras coisas. Com respeito não as escrevo, peço perdão aos dois, mas a verdade tem que ser dita e se ninguém não disser nada vamos continuar assim nessa pobreza deste mundo sem músicas boas, com boas mensagens.
Pára e considera música cabo-verdiana porque foi Deus quem criou música para falar sobre ele e enviar boas mensagens. Valoriza a música da tua terra CABO VERDE.
‘’O QUE SERIA DO MUNDO SEM MÚSICA DE CABO VERDE?’’         
 CRONISTA: MAGIK SANTIAGO      TURMA-10ºE/ Nº 12
Professor: Ricardino Rocha

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Crónica de Alexssander



EU TENHO UM SONHO
Nós somos independentes, mas não parece. Somos livres desde o ano de 1975, mas acho que na escola ainda existe escravatura! A direcção da escola não serve para nada. Só serve para punir os alunos, mas não tem punição para os professores. Nas escolas as igualdades se tornaram extremamente diferentes, porém tenho a fé que um dia tudo vai mudar e as desigualdades tornar-se - ão iguais. As diferenças entre um mau professor e um bom professor são tantas mais falarão de algumas. Também nós todos sabemos que os professores ajudam-nos muito a decidir o nosso futuro, mas nem sempre foi assim porque há diferença entre os professores e como eu já vi que há vários tipos de professores vou falar dos bons e dos maus em relação aos alunos.
Professores bons são bonzinhos tratam todos os alunos bem, são simpáticos compreensivos e muito mais. Eles tratam bem os seus alunos desde o primeiro dia de aula até ao fim do ano lectivo. Os professores maus tratam cada aluno de um jeito deferente. São mauzinhos, nervosos, não são simpáticos e querem ser o líder a todo o custo. Os professores bons são muito compreensivos porque nos deixam explicar quando chegamos atrasados nas aulas e os maus nem querem ouvir os nossos motivos dos atrasos. Na maioria dos casos, os bons estão sempre no nosso lado, sempre dispostos a ajudar-nos, não dão nota, mas ajudam-nos nos estudos e os maus estão sempre contra os alunos, não nos dão sequer uma ajudinha. Os bons professores acreditam nas nossas capacidades e no nosso futuro. Porém, os maus não acreditam nas nossas capacidades. Para eles, não temos futuro, não conhecemos o presente e vivemos no passado. Os bons tratam os alunos da mesma forma, os maus tratam todos os alunos de forma diferente. Para eles, os mais ricos são notas dez e os mais pobres, nota zero. Mas na minha opinião, os professores não têm toda a culpa.

Os primeiros culpados são os que fazem parte da Direcção, porque as diferenças ou as desigualdades começam lá dentro, e se a ela não mudar, os maus professores também não vão. Para falar verdade precisa mudar geral, eu não tenho nada contra os professores, mas é minha opinião, e o que eu vejo sempre, espero que mudem.
 Digo-vos, hoje, que apesar das desigualdades, de momento, ainda tenho sonho. Eu sonho que um dia esta escola se vai erguer e viver o verdadeiro sentido da vida considerando verdadeira a ideia de que todas as pessoas são iguais. Espero que um dia, nas escolas, os alunos e os professores são capazes de se ajudarem uns aos outros. Eu sonho que um dia a escola há-de transformar-se num oásis de liberdade e justiça. E que um dia os alunos vão viver numa escola onde não serão escolhidos pela cor da pele, mas pelo seu próprio carácter. Este será o dia em que todos os alunos irão ser amigos dos professores. E a escola há-de ser grande. Isto tem que ser verdade. Que as igualdades venham das nossas mentes, que venham de nós mesmos. Mas não é só isso. Que a igualdade venha de cada canto da escola.

Nome: Alexssander Faial  turma 10ºG

Ccrónica de Elisa

Uma nova realidade sobre o mundo actual



Se formos comparar o mundo actual e o mundo antigo, estamos a viver num mundo totalmente diferente onde o modo de falar, vestir e os costumes mudaram. Para falar com as pessoas mais velhas ou até da mesma idade, o respeito já não existe mas agora em vez de “oi, tudo bem?” é usada a expressão “qualé?”.
Vivemos numa sociedade muito agitada, conflituosa, agora até o modo de vestir é diferente. Antigamente, as mulheres usavam saiote, saia, blusa e lenço para amarrar a cabeça. Atualmente, todas as mulheres querem usar mini-saia, no nosso crioulo “sainha”, para todos os efeitos o mundo está de cabeça virada.
Entretanto, tenho uma pergunta que não se quer calar: para quê a violência?
Se podemos viver num mundo de paz, harmonia não vejo necessidade de roubar nem matar para tomar o que não lhes pertence. Eu me pergunto para mim e para todos, para quê tanta violência?
O modo de falar entre os “thugs” é: “yoo qual é?”. Se paramos para pensar na vida, vemos que ela é única. Não devemos arriscar as nossas vidas.
 Uma das coisas que me preocupa é a diferença que existe na minha zona, entre os ricos e os pobres. Os ricos são chamados de “kopu leti” e os pobres de” borra café”. Há muita diferença, mas eles se esquecem que quando morremos não levamos nada e todos nós somos enterrados da mesma maneira.
Vida em jogo, pessoas a morrer injustamente, justiça a ser feita. Não precisa ser assim para ter piada. Há hora de gritar para todo o mundo e dizer: “ Não à violência sim a paz”. Num dos meus sonhos sonhei com um mundo bem diferente, sem violência todo o mundo tem o direito de sonhar, mas para esse sonho realizar é preciso lutar. Eu vejo em cada um, uma tristeza enorme sem poder desabafar, no silêncio de cada um vejo uma vontade enorme de gritar pela felicidade.
Uma sociedade em que os jovens sonhadores sonham em construir uma vida sem violência como isso é possível se cada vez a mais violência?
Será que podemos ter um mundo melhor? Claro que sim. Basta lutar, cada vez, mas a vida é um jogo, temos que saber jogar bem esse jogo para não sermos derrotados. Temos que saber viver e lutar com as diferenças. Devemos aproveitar cada segundo como se fosse o último.
A vida é única não está à venda nem de reserva, devemos valorizar e agradecer por ela.
 Cronista: Elisa Correia Nº 12 Tª 10ºG 


Elisa Correia

N-12 Tª 10ºG

Crónica de Edelisa

Relação Professsor e Aluno


Na minha escola a relação entre os professores e os alunos não é boa, porque há professores que escolhem alunos, isto é, os melhores alunos  o professor sempre apoia. E os mais fracos dão-lhes as costas.
Há muitos professores que gostam de “injuriar” os alunos e também há professores bons. Que para nós os alunos são: aqueles que não escolhem os alunos, que explicam bem as materias, enfim… aqueles que fazem o que queremos.
Entretanto, há alunos malcriados que gostam de desrespeitar os professores, isto é, os professores mandam fazer algumas coisas e não fazem e, acabando, às vezes, por ameaçá-los.
 Não é recomendado os professores bateram nos alunos e nem os alunos nos professores. Muitos professores podem até ter depressão por causa dos alunos.  
Há professores mansos que aconselham os alunos, dizem: “não faça isso, não faça aquilo.”
Hoje em dia, os estudantes não estão a cumprir com as suas obrigações, entram na sala de aula não respeitam nem os seus colegas nem os professoes, mandam palavrões, não deixam os outros prestar atenção... estão na escola só para fazer “bandidagem”. Eu acho isso um desperdício dos alunos. Será que os 
alunos não percebem que é uma locura, não tem cabimento o que fazem na sala.

A cronista: Edelisa Moreira Nº 12 Turma 10ª G

Crónica de Eddie


  Os dois tipos de professores

Tenho certeza que em todas as escolas de Cabo Verde há uma divisão feita pelos alunos em dois grupos de professores. Um grupo denominado “bom professor” e o outro denominado “mau professor” ou “kabali”.
Nos meus primeiros dias nesta escola comecei a ver essa divisão. Os alunos chamam de “bom professor” aquele que os deixa copiar nos testes, os deixa chegar atrasados, enfim… fazer o que quiserem. O “kabali” nunca deixa fazer tais coisas. É muito rigoroso.
Mas como saber se os professores não gostam desta divisão?
A profissão professor não é muito respeitado pelos alunos de hoje, confesso que depois da convivência com esses alunos é que comecei a ver qual é e qual não é o bom professor. Mas dá claramente para ver que o professor “kabali” é que é o bom professor, porque ele preocupa com os alunos, preocupa com o nosso futuro e o futuro de Cabo Verde.
Suponhamos que todos os professores deixam os alunos fazerem o que quiserem.
Quais seriam as consequências?
Certamente um médico não vai usar a mesma “cábula” que usou nos testes para realizar uma cirurgia. Coitado do paciente!Por isso quero pedir aos meus colegas, não vêem o professor que importa connosco como “kabali” porque ele pensa por nós!         
                                                                                                                                                 Eddie

Nome: Eddie Júnior Gonçalves Lobo Nº11 Turma 10º G

Cronica de Aylton

O MEU CLUBE



Sou e serei sempre benfiquista
Sou benfiquista quando ganho, sou benfiquista quando perco,
Ser benfiquista é ser orgulhoso.
Todos o benfiquista é feliz, amigo e campeão,
Eu amo todos o que amam o Benfica.
Benfica ganha, sofre, luta, marca e ganha sempre,
Ser benfiquista é ser diferente, é ser campeão,
Quem é benfiquista sempre conquista
Até o último segundo para liderar a lista,
Eu sou benfiquista, eu sou realista,
Nós vamos conquistar.

Aylton Semedo 10ºG.

AYLTON SEMEDO 10ºG.

Crónica de Andreia Lopes

Desigualdades entre professor e aluno


Eu estou há quatro anos a estudar nesta escola. Eu não sou uma aluna brilhante, como por exemplo, ir para quadro de honra, mão direita dos professores ou dos chefes, mas sou uma aluna que dá para estar numa escola.
Nesses quatro anos que já estou cá, vi algumas desigualdades entre professores e alunos. Há muitos alunos desta escola que não sabem falar com os professores, desrespeitam os colegas, as continas e não só. Há também professores que maltratam os alunos como se fossem o seu filho, discutem com os alunos, dáo palmadas nos alunos, dão castigos atrás da porta, explicam a matéria só para os alunos que tem maior capacidade de entender, ou seja, o “Copuleti”, os que têm dinheiro para comprar pacote de bolacha e cola trindade para enganar os professores. Os que não tem dinheiro para comprar tudo isso fica prejudicado.
Isso pode ser!?
Na minha opinião, quando um aluno está a desrespeitar o professor, eu acho que os professores não devem dirigir a palavra aos alunos, porque mesmo assim quer tenha razão ou não, vão para o Conselho de Disciplina, o professor ganha a razão e o aluno vai ser castigado.
Isso é injustiça!
Nesta escola não é uma escola em que os alunos ficam satisfeitos, porque nada que a Direcção faça agrada ou, fica satisfeito ao aluno. Como por exemplo, a Direcção escreveu um aviso para os alunos que não havia aulas no 4º e 5º tempo, porque havia marcha de “Respeito e igualdade a mulher”. Alguns alunos não assistiram as aulas e os professores marcaram as faltas.
A minha mensagem que eu deixo aos colegas e aos professores é que um aluno é um aluno e um professor é um professor, que devem ter respeito uns aos outros, ou seja, que é a mesma coisa em comum.
Nesta escola é preciso ter respeito tanto aos professores como aos alunos. Que se lembrem que estão numa casa de ensino. Que a Direcção da escola precisa de ter mais responsabilidade com os alunos e os professores e saber organizar a nossa escola para que possa ser uma escola bem respeitada e valorizada.

Cronista:
Andreia Sofia Lopes Nº8 10º G



Crónica de Ana Carvalho

DIVERSÃO/ESCOLA


A vida de uma adolescente é marcada por quatro coisas: Escola, amigos, namorado, família.
Atento aos acontecimentos do dia-a-dia, esta tem passado mal com as mais diferentes disciplinas e matérias escolares, tudo marcado por estudos e pelas notas.
Porque não estar a divertir? Temos que estudar? Perguntam os alunos entre 12 a 17 anos. A resposta é curta: para decidir certo do nosso futuro. Mas a duas perguntas mais interessantes: A primeira é: porque não somos adultos para não ter que estudar mais? A segunda é: porque já não nascemos sabendo tudo o que há para saber?
É preciso saber estudar e dar valor aos estudos. Isso no sentido positivo, já no sentido negativo quem tem o azar de ser adolescente precisa de ajuda por estar acostumado a passar o tempo a se divertir sem se aperceber das responsabilidades que crescem de um minuto para outro. Então pergunto: porque passar a vida estudando e não divertindo muito sabendo que devemos aproveitar a nossa única vida?
Normalmente, se não houvesse escola a vida de uma adolescente seria muito aborrecida porque num determinado momento das festas, dos amigos e da diversão vamos sentir a falta dos professores, isto é, alguns.
A escola, os estudos e tudo que aprendemos num momento da nossa vida pode servir-nos dependendo da matéria do primário ou do secundário correspondendo ao curso prosseguido podemos ter um bom trabalho.
Mas algumas pessoas nem dão valor a isso, passam esta fase da adolescência em que a escola é a prioridade. Faltam as aulas para ver o namorado ou simplesmente porque não gostam do(a) professor(a) ou não querem ir a essa aula na maioria das vezes essas pessoas prejudicam o seu futuro, mas nós não podemos fazer nada por elas a não ser dar-lhes uns conselhos. Mas, às vezes, nem isso adianta. A escola está a frente de qualquer diversão.
Há muitas perguntas para serem feitas, mas nem tudo posso responder. Entretanto, é vivendo e aprendendo.   
Ana Carvalho 10º G