quinta-feira, 21 de abril de 2016

A Misericórdia Inesperada


No baú das minhas recordações encontrei este texto(história) recriada pelos meus alunos a quando da tarefa de continuar um texto do manual do 10º ano...
A Misericórdia Inesperada
Autores:  
Karine de Jesus Nº23
Laurentina Pires Nº24
Sara Melany Gomes Nº35
Shauna Rogers Nº36

 Editor: Ricardino Rocha
                                               
Escola Secundária Abílio Duarte

Introdução
            No decorrer da disciplina de Português, nos foi selecionado a capacidade de criatividade, originalidade, novidade e interesse pelo Professor Ricardino Rocha. Neste trabalho vamos dar a continuidade a história acerca de um pai e duas filhas.
            Esperamos ser compreensivos e acessíveis a vossa disposição.

 A misericórdia inesperada

            Certa ocasião havia grande fome na terra. Desde dois anos o mês de outubro não dera um pingo de água para refrescar a planta já amorrinhada do leu-leu escasso de setembro. Um homem de Fajã de baixo vivia na sua casinha com duas filhas, já raparigas na vida castigada da pobreza. Vocês sabem que pobre é como cama de chão, todos passam por cima. Um dia assim que os galos deram a última pousa (tinham dormido sem cear), saiu com as filhas furar a vida onde Deus fosse servido de mostrar a sua misericórdia. Andou, andou, passou a Assomada do Mancebo, e ali por endireitura de Fragatinha encontrou grande estencial de batata conteira num fundo de quebrada. Encheram os balaios, mas o homem, com a voz cheia de respeito, recomendou ás filhas:

            -Ó minhas filhas, vocês não deem a ninguém conta desta senhora comida!

            E retornaram á casa com uma enorme satisfação pela misericórdia recebida. Alguns dias depois tornaram a voltar para a lugar onde se encontra a 'senhora comida' encheram os balaios e voltaram para casa, mas sem dizer a ninguém o que sucedera com a família.
            Mas como havia de ser, começaram a reparar neles, pois encontrava-se numa época de grande fome todos desconfiavam da fartura ou ao menos não muito trabalho na parte deles em conseguir comida.
            Eles colhiam e para garantir que a fome jamais lhes bateria à porta começaram a cultivar a batata, e como o solo era fértil e propicio a pratica de agricultura, começaram a cultivar tudo que fosse possível.
            E era estranho que a visitas da casa, de um dia para o outro, tivessem aumentado, como se toda a gente soubesse ou adivinhasse que a fome já não se atacava   ou perfurava aquela família.
         Onde arranjam a comida? Quem lhos dá?  Para onde vão o encontrar?
E eles respondiam sempre:
- São restos da colheita passado que guardamos pensando em épocas de fome pela qual viéssemos a passar e pelo que veem aqui estamos.
            Mas nem todos acreditavam naquela história. Mais tarde a escassez de alimentos começou a piorar ainda mais, ao ponto de as pessoas desanimarem, e ficarem doentes ou até a morrer.
           
          A fama desta família começou a alargar por toda a aldeia, ao ponto de serem os proprietários mais conhecidos da região dando entrada a uma nova realidade das duas filhas.                                             

Romance
             Ao longo do tempo a fama tornou-se uma forma essencial até chegar aos ouvidos de dois grandes proprietários de uma aldeia vizinha cujo eram:
            O Senhor António e o Sr. João, possuíam as maiores herdades de cultivação da época e sobretudo eram os verdadeiros donos da grande estencial de batata conteira.
 
            Essa família vivia em Fajã de Baixo e os dois grandes proprietários viviam numa cidade vizinha «Assomada do Mancebo». Em que era surpreendente de beleza e parecia que a Natureza caprichou em ali demonstrar a capacidade das suas deslumbrantes fantasias. Com rochas enormes pela ação da humidade resultante de permanente nuvens que lhe circundam. Possui-a as condições que seriam necessárias a boa pratica da agricultura e a sobrevivência dos vizinhos.

            Mas, os dois proprietários já não se preocupavam com a existência daquele estencial de batata e, contudo, passou a ser cultivada pela família.

             As duas filhas chamavam-se: Maria e Mariana; (Família Oliveira)
            Os dois proprietários chamavam-se: António e João. (Família Fernandes) 

             Passado algum tempo a família Oliveira decidiu viver na Assomada do Mancebo devido à grande riqueza possuída na mesma propriedade. Através dessa mudança levou com que conhecessem a família Fernandes durante a distribuição de donativos que eram feitas por fileira.
             Ali encontrava vários senhores de diferentes regiões para assinarem contratos de negócios a nível alimentar. Os grupos sociais eram variantes com diversas ambições e cobiça.
            A Maria e a Mariana eram já raparigas com tudo gêmeas de dezoito anos e tinham uma formosura aos olhos da família Fernandes. A Maria conheceu o António e a Mariana conheceu o João.
            E para festejarem as boas vindas deram uma grande festa a todos os moradores da aldeia com a participação da família Oliveira e Fernandes. No decorrer da festa houve ´troca de olhares' por ambos, as gêmeas e os irmãos estavam ligados por um mesmo sentimento e no fim da festa o pai das duas filhas (Nhô Morgado), considerou tudo e apresentou-as a família Fernandes mas ele ainda considerava as duas filhas sendo as suas crianças e contudo ele não possuía uma mulher que pudesse lhe ajudar a enfrentar os desafios da vida.
            Naquele tempo demonstrava-se o amor através do casamento e para isso tinham que viver juntos construindo a sua própria família. Pois a mãe dos proprietários era viúva em que o marido morrera a dez anos atrás e a mãe da família Fernandes não se sentia preparada para viver sozinha tal como o pai das gêmeas. 
            Por causa do respeito que as filhas e os irmãos tinham para os seus pais eles decidiram não casar ate seus pais se prepararem, tiveram privilegio de comunicarem através de negócios e aproveitavam os momentos para declararem e aumentando cada vez mais o amor.
              
A riqueza cobiçada
            Alguns tempos depois eles entraram num negocio com um senhor chamado Bruce Lee. Ele tinha um caráter ambicional tendo a cobiça em suas mãos. Porem a Família Oliveira e Fernandes não conheciam essa personalidade.
             O contrato consistia em exploração de terra e que quem conseguisse tornar a propriedade do estencial em terreno fértil poderia ficar com ele, mas se for caso a contrario perderiam tudo. Aquele terreno foi cultivado a muito tempo pela família Oliveira. Num certo dia a provisão alimentar em casa tinha esgotado e tinham de regressar ao estencial. No caminho do estencial os irmãos viram as gêmeas e decidiram seguiram-nas numa distancia respeitável. Quando elas chegaram e começaram a colher a batata, os irmãos lembraram que aquela terra era deles. Todavia a terra não era propicia para agricultura e com isso ficaram muito felizes, eles aproximaram-se das gêmeas revelando tudo e agradecendo a força e o esforço da família.
            O Imperador Bruce Lee consentia-se em deixa-los com o terreno e com cobiça em saber que a terra já foi trabalhada pela família Oliveira tentou formular uma estratégia para possuir a herdade. Com o plano tudo organizado ele chamou os irmãos para revelar que as meninas tinham roubado aquele estencial das suas mãos. Quando os Fernandes ouviram isso, não acreditaram que elas poderiam fazer isso, contudo não tinha outra opção em acreditar nele.
            Para vingar Bruce arranjou um produto de esterilização para infertilizar a terra. No dia seguinte a Isabel (mãe dos irmãos) passava por outro lado do estencial em coincidência viu o Imperador destruindo e infertilizando a terra do estencial. E logo foi avisar a família Oliveira, Nhô Morgado, quando ouviu isso correu ate o estencial juntamente com a Dona Isabel para apanhar o Bruce. Felizmente eles chegaram a tempo conseguindo uma terça parte do estencial. No meio de tudo isso chegaram os policiais fazendo a justiça e ordem familiar.
            Bruce foi preso e mandado para China com a prisão perpétua.

A batalha vencida
            Depois de tudo que aconteceu a mãe e o pai chegaram a decidir que não precisavam dos seus filhos para cuidar deles o tempo todo. E que era necessário para as meninas crescerem e possuírem suas vidas próprias ao lado dos irmãos. Assim eles organizaram o casamento, convidando toda a gente.
            No dia da grande festa maravilhosamente receberam uma grande dádiva do céu, a grande chuva caiu em toda ilha de São Nicolau pela primeira vez em quatro anos acabando com a fome e a seca na terra, alegrando a natureza. E tomaram o nome de Família Oliveira- Fernandes.
            Tal como isso não era suficiente, a Isabel e Nhô Morgado viveram junto com a intenção de casar nos próximos anos.
             E assim eles viveram felizes até a morte.
FIM

 Conclusão
            Este trabalho foi interessante e com bom objectivo. Nós aprendemos ter mais respeito pelos autores porque nesta experiencia vimos que para criar uma história não é uma coisa fácil.

Lição de moral:  A humildade e a modéstia foram premiadas com um saco de dinheiro e felicidade (casamento) enquanto que a cobiça arrogante era castigada com um açoite de pau de tamarindo (prisão perpetua).

sábado, 2 de janeiro de 2016

Boas entradas em 2016

A todos os nossos internautas desejamos um feliz 2016. Que este ano seja um ano de muitos sucessos e realizações acadêmicas e pessoais.
Ricardino Rocha

Por um ano Novo. Feliz 2016!


O número 7 traz em si a marca da grande espiritualidade. Por exemplo, 7 são as personalidades de Deus (segundo Zoroastro), 7 meios tem o homem para se tornar puro (segundo o Budismo), 7 são as Leis Universais, 7 são as virtudes, 7 são as notas musicais, 7 são os dias da semana e 7 são as cores do arco-íris, para ficarmos em 7 (?) exemplos. Aliás, somados, os dois últimos dígitos do novo ano concebem o número 7.
Bom, não?!
É ele o número da perfeição, pois integra dois mundos, sendo considerado o símbolo da totalidade do Universo em constante transformação. Está associado à espiritualidade, à pesquisa, à introspecção, ao ocultismo, ao pensamento profundo. Representa a análise, a investigação lógica, o misticismo, a reflexão que leva à sabedoria. A busca das respostas não lógicas, a meditação, o descanso e o encontro com a paz interior. Representa, também, a aproximação do Homem com Deus.
E foi em 7 versos que o igualmente enigmático Fernando Pessoa pensou a chegada de um novo ano.
Atenção especial ao 7º. verso (?) do poema que conclui o pensamento do Poeta e acena para o comportamento do leitor atento.
www.cursodavida.com.br
Ano Novo
Ficção de que começa alguma coisa!
Nada começa: tudo continua.
Na fluida e incerta essência misteriosa
Da vida, flui em sombra a água nua.
Curvas do rio escondem só o movimento.
O mesmo rio flui onde se vê.
Começar só começa em pensamento.
Fernando Pessoa
Abraços Fraternos,
Paulo Jorge
Fonte e llink: http://www.ibahia.com/a/blogs/portugues/2015/12/28/por-um-ano-novo-feliz-2016/

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Corsino Fortes: o sino silencioso

Corsino Fortes, considaderado um dos maiores poetas de Cabo Verde de todos os tempos, faleceu na semana passada, , 23 de julho de 2015, pouco depois de lançar o seu último livro.

terça-feira, 2 de junho de 2015

Celpe Bras em Cabo Verde

Na primeira edição de 2015 de Celpe Bras  mais de 200 candidatos fizeram o teste de proficiência em Língua Portuguesa nos pólos Praia e Mindelo.
O teste é feito com duas partes: a primeira, a escrita, com três horas de duração, e e segunda, a oral, de vinte minutos.
A partir desde ano todos as estudantes que pretendem estudar na universidades brasileiras estão sujeitos à realização deste teste de proficiência em LP.

terça-feira, 31 de março de 2015

Boas férias de Páscoa!

A todos os professores, alunos e comunidade educativa boas férias de Páscoa.

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Boas entradas em 2015

A todos os professores, alunos, pais e/ou encarregados de educação e a toda a comunidade educativa desejamos que o ano de 2014 tenha sido produtivo e que em 2015 cheio o acumular das boas ações do presente ano. Boas entradas em 2015 e sejam felizes fazendo os outros felizes,
 Ricardino Rocha