terça-feira, 31 de outubro de 2017

Limeriques - alunos da Escola SOS - Cidade da Praia



Quebra Canela
(Angelito Fernandes)
Eu fui à Quebra Canela
Quebrei a canela
E o joelho.
Lá eu vi um coelho
A comer doce de leite com canela.

Meu irmão
(Mayra Sequeira)
Meu irmão foi para hospital tomar injeção
Eles passaram-lhe pomada.
Quando foi para a casa, caiu da escada
E escorregou no chão.

O presidente
(Lidiane Burgo)
O presidente
Tem um filho doente
Que encontrou um passarinho
E fez-lhe um ninho
E foi para S. Vicente.

O pato
(Steven dos Santos)
Eu vi um pato
Que comeu um gato
Que era fino
E mofino.
Depois fugiu para o mato.

Um cão
(Djeison Rodrigues)
Eu tenho um cão
Que gosta do avião
E do rato,
Mas não gosta do gato
Quando vê o carvão.

Gatinha
(Eder Ferreira)
Era uma vez uma gatinha
Muito bonitinha
Cheia de vida
Cabeludinha
E pintadinha

O pato
(Eder de Oliveira)
Um pato
Quebrou um prato
Viu uma viola
Escorregou na bola
E encontrou um retrato

Formiguinha
(Amália Alves)
Era uma vez uma formiguinha
Pequenininha
Gulosa
E estilosa
Que gostava de pinha.

Edição de estreia do “Morabeza” arrancou ontem em Cabo Verde

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A primeira edição do Morabeza – Festa do Livro, na Cidade da Praia, reúne cerca de quatro dezenas de autores, desde ontem, com uma programação que se estende às escolas, com espectáculos musicais e debates.
A organização, a cargo do Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas e da Biblioteca Nacional de Cabo Verde com produção executiva da Booktailors, define o evento, que vai decorrer em vários espaços da capital cabo-verdiana, como “o maior evento literário dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP)”.
A Morabeza “pretende assumir-se como um ponto de ligação entre os vários continentes onde a expressão portuguesa está presente e viva”, afirma a organização, referindo parcerias firmadas com o Festival Rota das Letras, promovido por este jornal, o Festival da Palavra, de Porto Rico e Nova Iorque, e o Literatura em Viagem, de Matosinhos.
A programação da festa tem prevista uma feira do livro, mesas de debate, concertos, sessões de poesia, acções de formação, visitas a escolas e universidades, um colóquio dedicado ao poeta Eugénio Tavares (1867-1930), um seminário internacional sobre o escritor cabo-verdiano Luís Romano, que se radicou no Brasil na década de 1960, e ainda a pintura de um mural pelo duo Acidum.
De acordo com o programa, a Morabeza abriu ontem com uma sessão especial por Olinda Beja, na livraria da Biblioteca Nacional de Cabo Verde, intitulada “Escrever como quem planta ocás” e dedicada ao público infantil e juvenil. Também ontem foi apresentada a reedição da “Obra de Eugénio Tavares”, na Biblioteca Nacional de Cabo Verde.
Na sexta-feira, há a cerimónia oficial de abertura, no Memorial Amílcar Cabral, com o título “Sodade – esta língua que nos separa”, com a participação dos escritores Arménio Vieira e Francisco José Viegas.
Até domingo, quando encerra o evento, está prevista a realização de dez mesas-redondas sob diferentes motes como “É doce morrer no mar”, uma canção dos brasileiros Jorge Amado e Dorival Caymmi, ou “Tantu stória pa-m Kontâ-bu”, que aborda a tradição oral; um ciclo de conversas com os escritores “em diversas universidades das ilhas” cabo-verdianas; e a apresentação do livro “Debaixo da nossa Pele – Uma Viagem”, de Joaquim Arena.
Entre os cerca de quarenta autores que vão participar neste evento, foram já anunciados os nomes de Germano Almeida, autor de “O Testamento do Senhor Napumoceno”, José Eduardo Agualusa, que recentemente publicou “A Sociedade dos Sonhadores Involuntários” e recebeu este ano o Prémio IMPAC de Dublin pelo romance “Teoria Geral do Esquecimento”, e ainda Afonso Cruz, Alexandra Lucas Coelho, José Rodrigues dos Santos, Valter Hugo Mãe, Vera Duarte e Álvaro Laborinho Lúcio. A participação de Carlos Morais José, escritor e jornalista radicado no território, chegou a estar equacionada, mas o nome do autor de “O Arquivo das Confissões – Bernardo Vasques e a Inveja” não consta do programa final da iniciativa.
Na área dos espectáculos, um trio composto pelos músicos Isabella Bretz, Matheus Félix e Rodrigo Lara apresentará “Canções para abreviar distâncias”, que inclui poemas de José Luís Peixoto (Portugal), Adélia Prado (Brasil), Mia Couto (Moçambique), Vera Duarte (Cabo Verde), Conceição Lima (São Tomé), Odete Semedo (Guiné-Bissau), Ana Paula Tavares (Angola) e Crisódio Araújo (Timor-Leste).
“Mais do que um encontro de escritores, esta festa literária procura ser um palco internacional para a produção literária cabo-verdiana e para o desenvolvimento do meio editorial local”, afirma a organização da Morabeza – Festa do Livro.

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Binômio fantástico: Coruja e alface

Coruja e alface
Era uma vez uma Coruja que vivia na floresta. Ela não conhecia quase nada. Só conhecia os animais e algumas plantas da floresta.
Um dia a Coruja resolveu ir passear na cidade. Quando ela estava a ver o que tinha na cidade, viu um lugar muito verde e ficou curiosa. Foi ver o que era. Era um lugar cheio de hortaliças e a coruja disse:
- É uma horta!!
A Coruja ficou muito feliz e foi perguntando o nome de cada hortaliça. Quando chegou na Alface, ela perguntou o nome dela e a Alface respondeu:
- Eu não tenho nome. Eles não me deram um nome.
E a Coruja muito triste pela alface pensou um pouco e disse, sorrindo:
- Vou te dar um nome muito especial: Ariel!
- Ariel!? Porquê? – Perguntou a Alface.
- Porque é nome de uma princesa que eu gosto muito. – Respondeu a Coruja.
- E qual é o teu nome? – Perguntou a Alface.
- O meu nome é Ana.
- É um nome muito lindo.
Elas continuaram a conversar e ficaram muito amigas.
Todos os dias a Coruja Ana visitava a sua amiga Alface Ariel. Um dia a Coruja não foi visitar a Alface porque estava doente. Mas Alface não sabia e ficou muito triste ao mesmo tempo zangada.
No outro dia, a Coruja foi visitar a Ariel. Encontrou-a muito zangada e esta nem ligava ao que ela falava. A Coruja disse:
- Você ouviu o que eu estava a falar?
A Ariel, muito zangada, disse:
- Ontem por que você não veio me visitar?
- Então é por isso que estás zangada comigo? Ontem não vim te visitar porque estava doente.
Alface colocou as suas folhinhas na cabeça e disse:
- Oh! Me desculpe, minha amiga.
- Está bem. Não faz mal.

E elas viveram felizes para sempre.
Roseane Gomes Garcia
6º classe - Escola 13 de janeiro
Palmarejo, Cidade da Praia

Binómio fanático: Polícia e Formiga

Polícia e Formiga
Era uma vez um polícia que se chamava Carara. Ele gostava de caçar formigas.
Um dia Carara foi caçar formigas e encontrou uma que era muito forte e valente que se chamava Jurira. Eles ficaram frente-a-frente.
A formiga perguntou:
- Você é o caçador de formigas?
- Sim. – Respondeu ele.
- Ó polícia, nós estamos cara a cara finalmente.
- Eu vou acabar contigo agora. – Ameaçou o polícia
Começou a luta. Lutaram, lutaram até que Carara falou:
- Você é forte e bom combatente.
Mesmo assim o combate não continuou e Jurira ficou em cima de Carara.
 A formiga disse:
- Eu não vou te matar porque não sou assassino. Eu quero te conhecer e ser teu amigo. Deu-lhe a mão para ele levantar.
Quando Carara levantou disse à formiga:
 - As formigas mataram toda a minha família e eu fiquei aqui sozinho sem ninguém.
- Eu também fiquei aqui sozinho neste mundo. Os polícias mataram a minha família. Eu lutei para salvar a minha, mas não consegui. – Contou a formiga.
- Nós temos a mesma história! – Admirou-se o polícia.
- É verdade. Vamos ser amigos para sempre!?
- Vamos.
Eles viveram felizes e por causa da sua amizade com a formiga, o polícia passou a ser o maior protetor das formigas.

Cileny Tavares Duarte
6º classe - escola 13 de janeiro
Palmarejo, Cidade da Praia

Binômio fantástico. Lobo e Sopa

 Lobo e sopa
Era uma vez um lobo que se chamava Besourinho. Ele era muito esfomeado e a sopa era rica e ela chamada Belita. O lobo estava faminto e a sopa era… uma sopa rica num prato mágico.
Um dia o lobo estava muito esfomeado e a sopa estava em cima da mesa.
O lobo disse:
 - Eu vou te comer, sopa! Vou te matar.
E a sopa respondeu:
- Não! Você não vai me comer nem me matar.
- Hã! Não vou te comer? Então vamos brigar!
- Sim. Nós vamos brigar!
O lobo viu que a sopa estava tão quente que o fumo saía e provocava muito calor nele. Grossas gotas de suor pingavam-lhe todas as partes do seu corpo e ele quase não se aguentava de pé.
Decidiu chamar os seus dois irmãos famintos: Besourão e Lobão.
Quando os dois chegaram viram aquela delícia em cima da mesa e as suas barrigas começaram a roncar de tanta fome que arreganharam os dentes de contentes e esfregaram as mãos de contente.
Belita ficou assustada, mas tomou coragem e gritou os irmãos: Canjica e Sopão. Vieram e começou aquela confusão: os lobos abrem a boca para comer a sopa e ela com ajuda dos irmãos nos seus pratos mágicos voam pela cozinha e…entre facas, garfos e panelas, Belita tropeçou e caiu no chão.
Besourinho correu e quando ia meter o seu bocão no prato, Canjica e Sopão pegaram numa panela com água quente e jogaram em cima da cabeça dele e dos seus irmãos.
- Ai! Ui! – Gritaram eles.
Fugiram para as suas casas. A sopa e os seus irmãos riram tanto daquela cena que sempre que uma sopa estiver quente lembra dos três lobos famintos.

Djennifer Delmira Gonçalves da Veiga
6ª classe - Escola 13 de janeiro
 Palmarejo, Cidade da Praia

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Binómio fantástico: A estrela e o peixe



A estrela e o peixe
Era uma vez uma estrela e um peixe.
Um dia o peixe estava sozinho no mar e decidiu fazer um pedido a uma estrela no céu. Olhou para o céu e pediu:
- Estrelinha, estrelinha, por favor, dá-me um amigo para que eu possa brincar com ele?
A estrela respondeu:
- Eu sou sua amiga, eu te acompanho e te protejo onde estiveres.
Então o peixe disse:
- Manda-me uma prova.
De repente, apareceram dois tubarões atrás do peixe e queriam comê-lo.
Ele correu, correu de um lado para o outro até que disse:
- Estrelinha, estrelinha, por favor, ajuda-me.
A estrela mandou um lazer e matou os dois tubarões.
 O peixe disse:
- Agora já sei que tenho uma amiga.
Jorge Correia, 8 anos da Escola Les Allizées, Praia