quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Estratégias para reduzir a ansiedade nos testes

Por: Adriana Campos

Estudar a matéria toda na véspera do teste apenas serve para aumentar o cansaço e o nervosismo e reduzir a capacidade de raciocínio para responder ao teste.
O que fazer para ajudar aqueles cuja ansiedade nos testes é geradora de insucesso?
Esta questão não pode efetivamente cair no esquecimento uma vez que a realização de testes é fonte de grande ansiedade e sofrimento para muitos estudantes.
Na redução da ansiedade nos testes é fundamental ter em consideração três fases: a fase que antecede a sua realização, o teste propriamente dito e a fase do pós-teste.
O período que antecede a realização do teste é determinante para a redução da ansiedade. Se, ao longo do processo de desenvolvimento da criança, os adultos que a rodeiam lhe forem incutindo a mensagem de que são capazes, estas mais facilmente irão ter confiança em si mesmas e desenvolverão expectativas positivas face à sua capacidade de resolver problemas. Este processo implica que os educadores deem progressivamente cada vez mais autonomia à criança. Se existir sempre um adulto (pais, explicadores) na retaguarda para resolver todos os problemas da criança, nomeadamente no que se refere a questões académicas, esta mais dificilmente desenvolverá confiança na sua capacidade de ultrapassar as dificuldades sozinha.
Um outro fator que frequentemente aparece associado à ansiedade nos testes é a não aplicação de técnicas de estudo adequadas às disciplinas e aos domínios envolvidos. Por esta razão, é fundamental ajudar os estudantes a desenvolverem estratégias nesta área, tais como preparar os testes com antecedência, distribuindo as matérias pelos dias que antecedem a sua realização. O dia anterior deve ser apenas destinado à revisão geral, através da leitura dos sublinhados, esquemas e resumos feitos nas sessões de estudo anteriores. Estudar a matéria toda na véspera do teste apenas serve para aumentar o cansaço e o nervosismo e reduzir a capacidade de raciocínio para responder ao teste. Uma prática também muito frequente entre os estudantes que apenas leva ao aumento da ansiedade e à diminuição da capacidade de resposta nos testes é a realização da última revisão nos intervalos pequenos, no dia da realização do teste, devendo por isso esta deixar de existir.
Habitualmente os estudantes com ansiedade nos testes durante os períodos de avaliação apresentam múltiplos pensamentos negativos que bloqueiam a sua capacidade de resposta. Pensamentos como: 'O teste está a correr-me muito mal', 'Vou tirar negativa', 'O teste está a correr bem aos outros colegas, só a mim é que está a correr mal' são frequentes. Ajudar os estudantes a identificar estes pensamentos negativos, parar para refletir sobre as suas causas e ajudar a substituí-los por outros mais positivos é fundamental para a obtenção de sucesso.
A má gestão do tempo é outro fator que afeta a boa realização dos testes e que pode gerar ansiedade. Para evitar que isto aconteça, é fundamental sensibilizar os alunos para a importância de ler todo o enunciado no início e distribuir o tempo disponível pelas diferentes questões em função do seu grau de dificuldade.
No período do pós-teste, é fundamental a compreensão dos resultados obtidos. Os maus resultados são frequentemente interpretados como sinónimo de incapacidade. Este tipo de interpretação só contribuiu para diminuir a autoconfiança, levando ao desinvestimento. Para que tal não aconteça é fundamental analisar as razões do insucesso e transformá-lo numa oportunidade de aprendizagem e de autoconhecimento.
Estudos realizados demonstraram que na redução da ansiedade é muito importante o treino de competências em várias áreas onde o aluno é pouco eficaz, nomeadamente o treino de competências de estudo e de preparação e execução eficaz dos testes. Por esta razão refere-se alguma bibliografia que o poderá ajudar nesta difícil missão de reduzir a ansiedade na avaliação.

Bibliografia
'Ensinar a estudar aprender a estudar'. Armanda Zenha, Carla Silva, Carlos Januário, Cláudia Malafaya, Isabel Portugal. Porto Editora.
'Área de estudo acompanhado. O essencial para ensinar a aprender'. Ariana Cosme e Rui Trindade. Edições Asa.

Obsessão por músculos: vigorexia

Por: Adriana Campos

Muitos jovens (e também adultos), vivem como que obcecados por treinos de musculação a que, aos poucos, vão associando produtos para o desenvolvimento dos músculos.
Harrison G. Pope, Jr, da Faculdade de Medicina de Harvard - Massachusetts realizou estudos em três países sobre a imagem que os homens teriam deles próprios, sobre a imagem que achariam ideal para si e sobre a imagem que acreditam que as mulheres preferem. Os resultados mostram que a escolha do corpo ideal foi em média de, aproximadamente, 13 quilos a mais de massa muscular do que eles tinham. Também estimaram que as mulheres preferiam um corpo masculino com aproximadamente 14 quilos de massa muscular a mais do que eles efetivamente possuíam. Num estudo-piloto paralelo, entretanto, o autor constatou que as mulheres preferiam, de facto, um corpo masculino comum e sem os músculos adicionais que os homens pensavam ser necessários. Como conclusão, Pope atestou a grande discrepância entre o estado real e o ideal muscular dos homens.
Muitos jovens (e também adultos), vivem como que obcecados por treinos de musculação a que, aos poucos, vão associando produtos para o desenvolvimento dos músculos. Tal prática acarreta muitos perigos para a saúde, em vez de, como poderão afirmar os praticantes dessa modalidade, contribuir para um corpo mais são.
O psiquiatra americano Harrisom G. Pope foi o primeiro a usar o termo Vigorexia ou Síndrome de Adónis. A vigorexia é uma perturbação emocional caracterizada pela obsessão em ser musculado, sendo mais comum no sexo masculino. O seu início é, geralmente, coincidente com o final da adolescência, período em que a insatisfação com o corpo é típica e os ditames da cultura têm um grande peso.
Apesar de os portadores deste transtorno serem bastante musculados, percecionam o seu corpo de uma forma distorcida, considerando-se magros. A preocupação com o aumento da massa muscular torna-se o centro da sua existência, sendo por isso quase compelidos a frequentar o ginásio durante um elevado número de horas e a ingerir substâncias que potenciam o aumento da massa muscular.
Não é por acaso que anorexia rima com vigorexia; efetivamente as duas doenças tem aspetos comuns. Em ambas está presente a preocupação exagerada com o próprio corpo e a distorção da imagem que os pacientes têm de si mesmos: os anoréxicos nunca se acham suficientemente magros, ao passo que os vigoréxicos nunca se consideram suficientemente musculosos. Para além destas, existem outras características comuns, tais como: baixa autoestima, personalidade introvertida, alterações ao nível do comportamento alimentar e tendência para a automedicação.

Associadas a esta perturbação, também designada como overtraining, manifestam-se várias consequências, nomeadamente reações típicas das situações de stress, tais como: insónia, falta de apetite, irritabilidade, cansaço permanente, desinteresse sexual e dificuldade de concentração. A vigorexia causa também problemas físicos e estéticos, tais como desproporção displástica, problemas ósseos e articulares, falta de agilidade, entre outros. Os problemas de ordem física são ainda maiores sempre que a obsessão por "melhores resultados" leva ao consumo de esteroides e anabolizantes. O consumo deste tipo de substâncias conduz ao aumento do risco de doenças cardiovasculares, lesões hepáticas, disfunções sexuais, diminuição do tamanho dos testículos e maior propensão para o cancro da próstata.
Segundo estudos realizados, embora a vigorexia seja potenciada pelos padrões culturais vigentes, constatam-se desequilíbrios ao nível dos neurotransmissores, mais concretamente da serotonina. Por este motivo, no tratamento desta patologia pode recorrer-se a fármacos. A este tipo de tratamento é fundamental associar a psicoterapia para a que estes indivíduos recuperem a sua autoestima e superem o medo do fracasso social.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Mornas eram as noites: Ele queria tão pouco

República de Cabo Verde

Ministério da Educação e Ensino Superior
Escola Secundária Abílio Duarte
Língua Portuguesa
Análise do Conto “Ele Queria Tão Pouco” da Obra “Mornas Eram as Noites” de Dina Salústio
Este trabalho foi elaborado pelo aluno:
Professor: Ricardino Rocha
• Hélder Semedo nº 10 Turma 10ºF

Introdução

Este trabalho foi desenvolvido no âmbito da disciplina de Língua Portuguesa, no qual irei fazer uma análise do conto “Ele Queria Tão Pouco” da obra “Mornas Eram as Noites” de Dina Salústio.
Durante o trabalho irei falar dos seguintes tópicos:
• Dados Bibliográficos da autora
• Contextualização e estrutura da obra
• Categorias da narrativa
• Modos de Expressão Literária /Formas de apresentação da narrativa
• Recursos Estilísticos/Figuras de estilo
• Resumo do texto analisado
• Níveis de Língua

Dados Bibliográficos de Dina Salústio

Escritora e poetisa cabo-verdiana nascida em 1941, em Santo Antão, em Cabo Verde, com o nome de Bernardina Oliveira. Publicou em 1994 e uma colectânea de 35 contos, Mornas Eram as Noites, que lhe valeu a obtenção do Prémio de Literatura Infantil de Cabo Verde. A Louca de Serrano assinalou a sua estreia no romance, em 1998. Dina Salústio foi uma das fundadoras da Associação dos Escritores Cabo-verdianos, assim como de diversas publicações literárias. Paralelamente à sua actividade de escritora, foi professora, assistente social e jornalista em Cabo Verde, assim como em Portugal e em Angola. Dirigiu também um programa de rádio dedicado a assuntos educativos e foi produtora de rádio. Trabalhou ainda para o Ministério dos Assuntos Exteriores de Cabo Verde.

ELE QUERIA TÃO POUCO
O homem da loja vizinha invadiu a sala de aula, gritando que os rapazes do «Lar» lhe tinham roubado um rádio.
O Lar abrigava adolescentes, sem família e sem casa, que acabavam por abandonar, passando algum tempo, preferindo andar pelas ruas, nas companhias não impostas.
Colérico, o homem insultava-os, derramando toda a raiva armazenada contra os pequenos delinquentes que, volta e meia, se metiam com ele, mais para o enfurecer, do que roubar. Pelo menos não tínhamos conhecimento de nenhum roubo, na zona, que envolvesse os nossos rapazes.
Não faziam um gesto sequer para se defenderem do que o comerciante dizia, limitando-se a olhar para um lado e para o outro, como se estivessem a assistir a um jogo de pingue-pongue. Dei comigo tentando seguir os seus olhares e, quando voltei a atenção para o homem, vi que não tinha ouvido as suas frases finais. Pensei que era um exercício que utilizavam para não se chatearem. Possivelmente, quando eu falava, também olhavam para um nada, num truque anti-chatice. Fiquei furiosa com a descoberta: afinal estava ai a gastar muito do meu tempo, da minha energia, das minhas emoções, e os rapazes desprezavam o que eu dizia!
Voltou-se-me o bom senso a tempo de ouvir o final da revolta do homem da loja.
Prometi-lhe procurar o rádio e devolver-lho, caso o encontrasse e dei a aula por terminada, no silêncio construído.
Os esforços para localizar o aparelho não deram em nada até que um dia alguém me disse que o Picas estava a ouvir rádio debaixo de uma árvore, para os lados da capoeira.
O Picas era dos rapazes mais novos e também dos mais rebeldes do seu grupo. Tinha sempre um ar de caso com que nos procurava convencer de que possuía dados sobre tragédias que irremediavelmente caíram sobre nós, tentando fazer-nos desistir, pelo medo; mas depois que o conhecíamos, passamos a não ligar aos alarmes que, volta e meia, lançava para o ar.
Gostava dele, da garra com que se apegava à vida, da forma como lutava para sobreviver. Nunca falou dos pais ou da família. Nem mesmo na zona da cidade onde costumava estar, alguém tinha outros dados que não fosse o apelido por que o conheciam. Para nós, era o Pica, provavelmente de dez anos de idade, fichado num processo onde as queixas sobre o seu comportamento se amontoavam, sem contribuir, no entanto, com nenhuma informação sobre o passado que desconhecíamos.
Encontrei-o deitado à sombra da árvore, com a barriguinha nua para cima, o rádio colado ao ouvido, quieto, apenas o pé direito no ar, marcando um compasso que eu não adivinhava.
Estava tão indefeso, tão entregue, que preferi deixar para falar com ele mais tarde, consciente de que cometia uma infracção. Mas eu era mais do que um número e estava farta de violências.
O Picas confessou que roubara o rádio, porque gostava de ouvir músico sozinho em silêncio e, na sala, os colegas faziam muito barulho.
Fui com ele buscar o maldito aparelho que estava embrulhado num monte de jornais, dentro de um saco de plástico e amarrado com cordas, cheias de nós. Tinha-o enterrado numa cova funda, bem feitinha, um verdadeiro ninho.
- Eu queria um rádio só para mim – dizia enquanto o retirava para mo dar.
Era mais um sonho que ele desenterrava para abandonar, para entregar.
Eu mesma devolvi o rádio ao homem da loja. Foi a única coisa que o Picas me pediu durante o tempo que estivemos juntos e que, por muito caro que me pudesse custar, eu teria que fazer.
Depois foi o castigo. Mas esse não doeu tanto. A nenhum dos dois.

Contextualização e estrutura da obra

Este conto, pertence a um conjunto de contos seguidos da obra “Mornas Eram as Noites”.
O titulo “Ele Queria Tão Pouco” é um conto que retrata de um adolescente que tinha um sonho de ter um rádio, para ele conseguir tê-lo, ele teve que roubar o rádio de um comerciante, ou seja de um homem que tina uma loja, ao lado da escola em que ele frequentava.
III - Categorias da Narrativa
1 – Narrador
1.1- Quanto a Presença
O narrador é participante, porque participa na história e narra a história na 1ª pessoa.
Ex: pag.25, 4º Paragrafo “Dei comigo tentando seguir os seus olhares…”
“ Fiquei furiosa com a descoberta…”
1.1.1- Quanto ao papel na acção
O narrador é Autodiegético, porque ele sabe participa na história e é a personagem principal
1.2- Quanto a ciência
O narrador é omnisciente, porque ele sobre as personagens do texto.
Ex: pag.26, 3º parágrafo “O Picas era dos rapazes mais novos e também dos mais rebeldes do seu grupo. Tinha sempre um ar de caso…”
1.3- Quanto à visão
O narrador tem uma focalização interna, porque sabe sobre as personagens.
Ex: pag.26, 9º parágrafo “Gostava dele, da garra com que se apegava à vida, da forma como lutava para sobreviver.”

2- Personagens

2.1- Principal
A personagem principal é o próprio Narrador e Picas
2.2- Secundárias
Colérico (homem da Loja)
2.3- Figurantes
Rapaz do Lar

2.4- Caracterização Directa

Heterocaracterização, porque o narrador caracteriza somente as personagens e não caracteriza si mesmo.
Ex: pag.26, 3º parágrafo “O Picas era dos rapazes mais novos e também dos mais rebeldes do seu grupo. Tinha sempre um ar de caso…”
2.5- Caracterização Indirecta

Ex: pag.26, 7º parágrafo “ Picas gostava de ouvir musica, queria viver em solidão e não gosta de barrulho”.

3- Acções
3.1- Principal/Central
Pag.25, 1º parágrafo “O homem da loja Vizinha invadiu a sala de aula, gritando que os rapazes do lhe tinha roubado um rádio”.

3.2- Secundárias

Pag.26, 1º parágrafo “Prometi-lhe procurar o rádio e devolver-lhe, caso o encontrasse e dei aula por terminada, no silêncio construído”.
Pag.26, 5º parágrafo “Encontrei-o deitado à sombra da árvore, com barriguinha nua para cima, o rádio colocado ao ouvido, quieto, apenas o pé direito no ar, marcando um compasso que eu não adivinhava”.
Pag.26, 8º parágrafo “Fui com ele buscar o maldito aparelho…”
3.3-Sequência narrativa das acções

As acções encadeiam-se uma das outras, sem outras histórias das outras pessoas.
3.4- Delimitação da narrativa

É uma narrativa fechada, porque conhecemos o desfecho final da história.
Exemplo: pag.26, 11º parágrafo “Eu mesmo devolvi o rádio ao homem da loja”.

4- Espaço

4.1- Físico

• Sala de Aula (micro – espaço)
• Escola (macro - espaço
4.2- Espaço Social
• Grupo de alunos

5- Tempo
5.1 Cronológico
Pag.26, 6º parágrafo “…, que preferi deixar para falar com ele mais tarde”

5.2 Psicológico
• Pag.25, 2º parágrafo “…Passado algum tempo…”
• Pag.26, 2º parágrafo “…Um dia…”

5.3- Analepse
Ex: pg.26, 7º parágrafo “O picas confessou que roubou o rádio, porque gostava de ouvir musica sozinho…”

5.4- Prolepse
Ex: pag.25, 4º parágrafo “Dei comigo tentando…”

IV – Modos de Expressão Literária/Formas de apresentação da narrativa

1- Narração, porque o narrador narra uma história
Ex: pag.25, 2º parágrafo “ O lar abrigava adolescente,…”
2- Monólogo, porque a presença da fala de uma só das personagens do texto
Ex: pag.26, 7º parágrafo “ – Eu queria um rádio só para mim”

3- Descrição
Ex: pag.26, 7º Parágrafo “ Picas gostava de ouvir musica sozinho e em silêncio…”
Ex: pag.26, 5º parágrafo “debaixo da árvore tinha sombra”
4- Comentário/reflexão sobre o conto

Este conto é um conto interessante, retrata sobre um roubo de rádio feito por um adolescente, que sempre tinha um sonho de ter uma rádio, para conseguir tê-lo ele teve de o roubar a um dono de uma loja, que fica irritado e foi queixar ao professor que os alunos da sua escola roubaram o referido rádio, com a ajuda do narrador este consegue recuperar o referido rádio de um adolescente que tinha um sonho ter uma rádio.

V – Recursos estilísticos/Figuras de estilo

Assíndeto – Supressão das partículas de ligação (vírgula, virgula,)
Ex: pag.25, 2º parágrafo “O Lar abrigava adolescentes, sem família e sem casa, que acabavam por abandonar, passando algum tempo, preferindo andar pelas ruas, nas companhias não impostas.”
Pag.25, 3º parágrafo “…pequenos delinquentes que, volta e meia, se metiam com ele, mais para o enfurecer, do que roubar.”
Comparação – Consiste na relação de semelhança entre duas ideias ou coisas, através de uma palavra ou expressão comparativa ou de verbos a ela equivalentes (parecer, lembrar, assemelhar-se, sugerir).
Ex: pag.26, 4º parágrafo “Gostava dele, da garra com que se apegava à vida, da forma como lutava para sobreviver.”
Metáfora – Comparação de dois termos, seguida de uma identificação.
Ex: pag.25, 3º parágrafo “Colérico, o homem insultava-os…”
Pleonasmo – Repetição de uma ideia já expressa.
Ex: pag.25, 4º parágrafo “Dei comigo tentando…”
Resumo do Conto “Ele Queria Tão Pouco”

O homem da loja ao lado da escola, invadiu a sala de aula, gritando dizendo que os rapazes do Lar lhe tinham roubado um rádio.
Lar é um lugar onde os adolescentes sem um lar e uma família moravam.
Os comerciantes da zona viviam acusando-lhes de roubo, e eles nem sequer faziam nada para se defender, limitavam apenas a olhar um para, na maior calma.
A professora ficou chateada porque ao falar com os rapazes viu que eles desprezavam o que ela dizia, ela prometeu ao comerciante que ela ia procurar o rádio e depois ia devolve-lo.Ela procurou mas sem sucesso, até que um dia alguém lhe disse que o Picas, um dos rapazes mais novos e mais rebelde estava a ouvir rádio. Ele não falava da sua família, da zona e cidade onde viveu.
A professora foi lá ver e encontrou-o relaxado ao ouvir rádio, apesar da infracção que ele cometeu, a professora preferiu deixar para falar com ele mais tarde.
Depois de a professora falar com o Picas, ele confessou que tinha sido ele a roubar o rádio, pois ele gostava de ouvir música em silêncio e nas aulas os outros faziam muito barulho. A professora foi com ele buscar o rádio para devolver ao comerciante. Enquanto o Picas devolvia o rádio ele disse que queria um só para ele, porque era um sonho dele ter uma rádio.
A professora devolveu o rádio ao pedido do Picas, e por fim deu-lhe o castigo.
Os comerciantes da zona viviam acusando-lhes de roubo, e eles nem sequer faziam nada para se defender, limitavam apenas a olhar um para, na maior calma.
A professora ficou chateada porque ao falar com os rapazes viu que eles desprezavam o que ela dizia, ela prometeu ao comerciante que ela ia procurar o rádio e depois ia devolve-lo.

VII – Níveis de Língua

O nível de língua utilizado no conto é língua corrente, porque apresenta vocabulários e construções básicas usuais e simples, usado pela maioria dos falantaes.

Conclusão

Durante a realização deste trabalho, concluo que este conto foi um conto interessante, e aprendi muito como fazer uma análise de um texto, que foi extremamente eficaz para a minha aprendizagem.

Mornas eram as noites: Tabus em saldo

Trabalho individual de Português

Tema: Tabus em saldo na obra " MORNAS ERAM AS NOITES"
PARTICIPANTE:  Laurentina Silva Pires Turma: 10º G
PROFESSOR: RICARDINO ROCHA

INTRODUÇÃO
Este trabalho foi proposto pelo professor Ricardino Rocha, com o objectivo de conhecermos a obra da DINA SALUSTIO, no mesmo vou abordar as categorias da narrativa, entre outros tópicos. Baseando em pesquisas e um intenso estudo sobre o tema com o intuito de transmitir de forma clara e abundante todas as informações possíveis, espero a atenção e compreensão do professor e dos colegas para que de minha parte seja feita uma boa apresentação.

DADOS BIOBLIOGRÁFICOS

DINA SALUSTIO (Bernardina de Oliveira Salústio) nasceu em Santo Antão, Cabo Verde. Professora, assistente Social e jornalista, trabalhou em Portugal, Angola e Cano Verde. Tem colaboração em prosa e poesia na imprensa cabo-verdiana e no estrangeiro.
Em 1994 foi-lhe atribuído o primeiro premio de literatura infantil em Cabo Verde e no mesmo ano publicou Mornas eram as noites, uma colectânea de trinta e cinco contos. Membro da Associação dos escritores Cabo-verdianos, participou na Antologia de Poesia Cabo-verdiana Mirabilis de Veias ao Sol e na colectânea Cabo Verde: insularidade e Literatura, tanto na versão portuguesa como na Francesa. Em 1999 ganhou o 3. Premio de literatura infantil, dos PALOP.
A estrelinha Tlim Tlim, livro infantil e A Louca de Serrano, seu primeiro romance foram editados em 1998.

Contextualização

Eu acho que o titulo do conto é “Mornas eram as noites’’ no contexto em que nas noites quentes, as famílias e vizinhos se reúnem até hoje acontece em algumas famílias, para ouvirem e contarem histórias uns aos outros tornando assim a noite ainda mais apetecível e bem aproveitada, sendo a autora do conto uma típica Cabo-verdiana não podia fugir a regra e não ter relatado esses momentos, tendo os mesmos acontecido na sua infância, além disso Mornas no contexto musical não tem nada a ver com a obra, ou melhor, com os contos dessa obra mas sim é um género musical lento, por vezes melancólico, com palavras poéticas.

CATEGORIAS DA NARRATIVA

NARRADOR: pessoa que narra, ou seja, conta a história.
Narrador quanto a:
Presença: É participante porque narra a história na primeira pessoa, sendo também participante.
EX: …elas também são de todos nos.Pag.49,1 ,2 linha.

Papel na acção:
É homodiegético porque é personagem secundária.

Ciência:
É omnisciente porque relata o que vê, ou seja, narra como se conhecesse toda a história, até o que se passa no interior das personagens, usando mais narração, comenta a intervenção directa das personagens.
EX: Se tivesse nascido macho era um rapaz, mas como nasceu fêmea e mulher.Pag.49/1 /1 linha.

Visão (focalização):

Interna: o narrador interpreta com suas palavras o pensar das personagens, como se fosse as mesmas.
EX: …vamos aos esconderijos privados desta sociedade que dolorosamente…Pag.49/2 paragrafo/.

Externa: o narrador relata apenas o que observa exteriormente, rejeitando toda a introspecção.
EX: A noite, na televisão passou um filme…Pag.50/5 parágrafo/1 linha.

PERSONAGENS: figura de narração, aquele que participa ou faz parte de uma representação.
Personagem principal: desempenha um papel relevante face as outras personagens que ficam relegadas para planos secundários.

P.Principal: as crianças.
P.Secundaria: narradora.
Referidas: grupo de meninas.

Caracterização:
C.Directa: heterocaracterizacão: a personagem é caracterizada directamente pelas palavras do narrador, ou de outra personagem.
EX. As fêmeas são sempre mulheres…Pag.49,1 Par., 2 linha.
C.Indirecta: nela o leitor deduz do comportamento da personagem (atitudes e modos de falar).
C.Física: …envolver em collants e transparências…Pag.49,3 Par., 7 linha.
C.Psicológico: …olho para o lado com medo…Pag.50,2 Par., 2 linha.

ACÇÃO:
A.Principal: é a acção mais importante da história.
EX: A observação da narradora face as realidades do dia-a-dia na sociedade.
A.Secundaria: é a menos importante, sucede a acção principal.
EX: Desiste de querer ver mais…Pag.50, 1 linha.

Sequência narrativa:
É encadeamento porque a história é linear.

Delimitação:
É aberta porque não sabemos o destino final das personagens.
Espaço físico:
Micro-espaco: liceus, escolas.
Macro-espaco: Cabo Verde.

TEMPO:
T.Cronologico:
EX: A noite, na televisão…Pag.50,5 Par., 1 linha.

T.Psicológico: …para depois ficam a luta…Pag.50,4 Par., 1 linha.
Analepse: Era o 1 dia do ano novo de 1992.
Prolepse: De repente-ou não terá sido de repente.Pag.49,2 Par., 1 linha.

Modos de expressão literária:

Narração: A noite na televisão passou um filme…Pag.50,5 Par., 1 linha.
Descrição: …desta sociedade que dolorosamente ou não…Pag.49,2 Par., 2 linha.
Monologo: Desiste de querer ver mais…Pag. 50,3 Par.

Comentário:

Este conto é muito interessante, o mesmo fala de prostituição um flagelo que se alarga cada vez mais pelo mundo e que envolve pessoas cada vez mais jovens, começando por crianças. Um cenário triste e que precisa ter um fim. Gostei muito do conto por que realça uma realidade enfrentada por todos nos dias de hoje.

Recursos estilísticos:

Comparação: estabelece uma comparação.
Barato como tudo em Cabo Verde.Pag.50,1 Par., 1 linha.
Enumeração: enumeração de coisas, expressões ou palavras.
Barato como nos, a nossa autenticidade, as ambições…Pag.50,1 Par., 2 linha.
Hipérbole: exagero a realidade para as encarecer ou atenuar.
Caçador de corpos…Pag.50,2 Par., 3 linha.
Anáfora: repetição da mesma palavra ou expressão no inicio de cada frase.
Já tem tudo para ser motivo de tudo…Pag.49,1 Par., 4 linha.
Disfemismo: realça uma dura realidade, torna-a mais cruel.
Caçador de corpos (em vez de atenuar uma realidade torna-a mais real e cruel).

Nível de língua:

O nível de língua presente neste conto é corrente: Por que é constituído por um sistema de signos e regras combinatórias próprias de uma comunidade linguística, que permitem a todos os sujeitos falantes comunicarem entre si e compreenderem-se mutuamente.

Resumo

O texto fala sobre a prostituição em que a narradora fala da sua tristeza ao ver até mesmo crianças a enveredar por esse caminho. Onde ela faz as suas observações e afirmações acerca dos homens e mulheres e sobre a sociedade em que ambos estão inseridos e os acontecimentos ocorridos na mesma e a insatisfação aos vários aspectos relacionados com a mesma.
Também aborda a sedução, a curiosidade e a exposição dos adolescentes e jovens aos instintos curiosos de outros. Fala da nossa facilidade especificando, baratéz em relação a muitos aspectos do quotidiano dos Cabo-verdianos, consequentemente ao despertar da atenção por parte dos maus intencionados, levando a prostituição não só de jovens como de muitas crianças. Neste conto assim como em muitos da mesma colectânea ela mostra a sua indignação, destacando neste a prostituição de crianças em Cabo-verde.

Conclusão
Este trabalho foi muito importante e interessante de realizar, porém o que mais gostei foi dos contos contidos na mesma obra sendo que também gostei da feitura do mesmo trabalho qual deixo a mercê do professor esperando a compreensão do mesmo na sua avaliação.

Bibliografia
Auxiliei-me nos seguintes meios para realizar o trabalho:
Manual: Técnicas de expressão oral e escrita, escrito por Estela Lamas, Jorge Pinto e Maria de Lurdes Silva, tendo como coordenadora científica pedagógica Estela Lamas.
Gramática Universal tendo como autor António Afonso Borregana.

Mornas eram as noites: Filho de Deus nenhum

Ministério da Educação e Ensino Superior
Escola Secundária Abílio Duarte
Tema do trabalho: Mornas eram as noites - Filho de Deus nenhum

Participante: Jusimar Misael Barros Cruz  Classe: 10º G
Professor: Ricardino Rocha
Introdução

Ao pedido do professor Ricardino Rocha que lecciona a disciplina de Língua Portuguesa, me foi concedido a responsabilidade de realizar este trabalho, cujo objectivo consiste em trabalhar o livro “Mornas eram as noites” da autora Dina Salústio e apresentar algumas sugestões tais como: Categoria da narrativa, Modo de expressão literária e Figuras de estilo.

I. Dados bio-bibliográficos

Dina Salústio (Bernardina de Oliveira Salústio) nasceu em Santo Antão, Cabo Verde. Professora, assistente social e jornalista, trabalhou em Portugal, Angola, Cabo Verde. Tem colaboração em prosa e poesia na imprensa cabo-verdiana e estrangeiro, Em 1994 foi - lhe atribuída o primeiro prémio de literatura infantil em Cabo Verde e no mesmo ano publicou o conto “Mornas eram as noites”, uma colectânea de trinta e cinco contos.
Membro da Associação dos Escritores Cabo – Verdianos, participou na Antologia de Poesia Cabo –Verdiana Mirabilis de Veias ao Sol e na colectânea Cabo Verde: Insularidade e Literatura, tanto na versão portuguesa como na francesa. Em 1999 ganhou o 3º prémio de literatura infantil, dos PALOP.
Em Estrelinhas Tlim Tlim, livro infantil e A Louca de Serrano, seu primeiro romance foram editados em 1998.

II. Contextualização e estrutura da obra
A obra foi-lhe atribuída este título porque as noites tinham uma temperatura amena e ela em se fala sobre o quotidiano da sociedade Cabo-Verdiana.

III. Categoria da narrativa

Narrador - é a pessoa que narra a história.
1. Presença - o narrador quanto a presença não é participante.
2. Papel na acção - é heterodiegético.
3. Ciência - é não omnisciente porque não sabe de todo.
4. Visão - é focalização interna o narrador sabe tanto quanto os personagem sabem. Pag. 46,7º¶ «Para ele, apenas tristezas que o seu corpo cedo recusou».
Personagens – pessoas fictícios ou não que fazem parte de uma historia ou conto.
1. Principal - é o Lizandro.
2. Secundaria – a madrasta.
3. Figurantes – homem e mulher/pessoal do jardim/estudantes da escola.
4. Caracterização directa – é heterocaracterização quando o narrador caracteriza uma outra personagem. Pag. 45, 1º¶, 2ª – «pequeno Lizandro, de três anos».
5. Caracterização indirecta – através das acções da personagens que o leitor faz.
Características físicas – pequeno.
6. Características psicológicas – inofensivo.

Acções – são o desenvolvimento da história.

1. Acção principal – é a morte do Lizandro.
2. Acção secundaria – a revolta e a tristeza pela morte.
3. Sequência narrativa – é alternância – duas ou mais acções alteram umas com as outras.
Pag.45, 7º¶, 1ª e 2ª – «aumento dos preços dos bilhetes do cinema, a morte, a dentada, do Lizandro».
4. Delimitação – é aberta porque não se sabe o fim das personagens.

Espaço – onde a acção desenrola.
1. Físico – Micro espaço – cadeia, jardins.
Macro espaço – Sal, Cabo Verde.
2. Social – Pag. 45, 5º¶ «Estudantes das escola primária.»

Tempo – é o tempo real.
1. Cronológico – Pag. 46, 13º¶ «Hoje sentimento de compaixão.»
Analepse – Pag. 46, 2º¶ «Éramos um povo de brandos costumes.»

IV. Modos de expressão literária

1. Narração – é o contar da história.
Pag.46, 10º¶ «Na normalidade do quotidiano, a violência ganha espaço e afirma-se.»
2. Discrição – é a apresentação dos elementos que caracterizam personagem, espaço, etc.
Pag. 46, 1º¶ «Mulheres amachucadas, homens maltratados. Crianças espancadas…»
3. Monólogo – apenas uma pessoa a dialogar.
Pag. 46, 10¶, 2ª «Alguns defendem que a nossa dureza vem da rocha…»

4. Comentário e Reflexão
O titulo na minha opinião não esta bem adequado com texto porque fala da morte de uma criança chamada Lizandro que é morta pela madrasta, e a revolta das pessoas e principalmente do narrador.

V. Figura de estilo

• Pleonasmo – é a mesma ideia pela mesma ou semelhante palavra.
Pag. 46 17º¶ «Para quê celebrar o primeiro de Junho?»

• Ironia – ê a figura que leva as palavras o exprimir o contrario daquilo que significam.
Pag. 46, 12º¶ «O Lizandro não resistiu as dentadas.»

• Enumeração – é a apresentação ou enumeração de algumas características.
Pag. 46, 6º¶ «Nunca teria um professor, um amigo, um trabalho, um amor, uma vida vivida.»

VII. Resumo do texto

Havia homens e mulheres revoltados na cadeia onde se encontrava a assassina do Lizadro. Ele não resistiu as agressões sofridas por parte da madrasta e morreu, apenas tenha 3 anos. Ele nunca teria uma vida porque era apenas tristeza. Esta tristeza que devasta o nosso país o nosso mundo, por cada dia. Hoje restam apenas o sentimento de compaixão do pobre Lizandro filho de Deus nenhum.

VIII. Nível de língua

O nível de língua é Corrente. O texto tem vocabulários simples e de fácil compreensão de todos.

Conclusão

Com a realização deste trabalho fiquei a saber mais sobre o livro Mornas eram as noites e espero transmitir boas informações para os meus colegas e professor.
Foi uma óptima experiencia a realização deste trabalho.

Mornas eram as noites: Tabus em saldo


      Ministério de Educação e Desportos
      Escola Secundária Abílio Duarte
 Trabalho individual de Português 
Professor: Ricardino Rocha
Participante:  Zelda dos Anjos
                         
Introdução:
No âmbito da disciplina língua portuguesa, foi pedido este trabalho pelo professor Ricardino Rocha cujo o tema é falar de um dos conto da Dina Salústio “tabus em saldo”.
Espero atingir os objectivos atribuídos pelo professor realçando os seguintes tópicos:
-introdução;
-desenvolvimento;
-conclusão.

 Biobibliografia da autora
Dina salústio(Bernadina de Oliveira Salústio), nasceu em Santo Antão, Cabo Verde. Professora, assistente social e jornalista, trabalhou em Portugal, Angola e Cabo verde. Tem coloboração em prosa e poesia na imprensa cabo-verdiana e no estrangeiro. Em 1994 foi-lhe atríbuido o primeiro prémio de literatura infantil em Cabo Verde e no mesmo ano publicou Mornas eram as noites, um acolectânea de trinta e cinco contos.

Desenvolvimento:
Narrador quanto à presença é participante porque participa e narra a história na 1ªpessoa do plural. Ex: pág.49, 1º parágrafo, 3º linha: “Elas são de todos nós”.
Quanto ao papel na acção é autodiagético, porque participa na história como personagem principal.
Quanto a ciência, ele é omnisciente: pág.49, 2º parágrafo, 4ºlinha: “Agrupa-os em tabus para a defesa minímo de um certo decoro...”.
Quanto à visão- focalização interna- o narrador sabe tanto quanto o personagem. Ex: Ex: pág.49, 3ºparágrafo, 4ºlinha: “Temos uma juventude tão bonita...”.
Focalização externa- Ex: pág.50, 5º parágrafo, 1ºlinha: “A noite, na telivisão, passou um filme sobre prostituição infantil...”.
Personagens
- Principal: Narrador
- Secundárias: Meninas Europeias, grupo de meninos
- Figurante: Fotográfo
Caracterização directa- Heterocaracterização: pág.50, 3ºparágrafo, 1ºe2ºlinha: “A maioria faz pr corbadia, vergonha...”.
Acções
- Principal- esconderijos privados
-Secundária- os liceus, as escolas
Sequência narrativa das acções temos encadeamento, porque é linear, não muda da história.
Delimitação é fechada, porque sabemos o destino final dos personagens.
Espaço
Fisíco- macro-espaço- Cabo verde
Social- grupos de meninos(modelos)

Tempo
Prolepse: pág.49, 2ºparágrafo, 1º linha: “De repente – ou não terá sido assim tão derepente?”.
Modos de expressão literária
Monólogo- Ex: pág.49, 2ºparágrafo, 1ºlinha: “repente – ou não terá sido assim tão derepente?”.
Comentário
O conto “Tabus em Saldo” de Dina salústio é muito lindo e bom de se ler o que eu mais gostei e que achei interrogante é “As fêmeas são sempre mulheres. Mas é mesmo mulheres, elas são de todos nós”. Na minha opinião isso quer dizer que as mulheres, elas são  para serem protegidas, não para serem abandonados ou serem vitímas de violência ou exploração.
Adorei este texto muito.

 Figuras de estilo
Comparação: “Barrato como nós”.
Enumeração: “A luta, a briga e a denúncia”.

 Níveis de língua
Nível de língua Corrente.

Conclusão
Com este trabalho fiquei mais informada sobre a vida da autora Dina salustio e exclareceu as minhas dúvidas e fiquei satisfeita com o meu trabalho e espero alcançar o objetivo do professor.


Mornas eram as noites: Onde está a verdade?


Análise de um texto (onde está a verdade) da obra “ Mornas eram as noites”, de Dina Salústio.
Professor: Ricardino Rocha
Participante: Alex Ramos Soares
Introdução
Este trabalho foi atribuído pelo Professor Ricardinho Rocha da disciplina Língua Portuguesa no âmbito de entender-mos o texto de Dina Salústio.

Narrador quanto a presença
O narrador é participante porque narra a história na primeira pessoa com verbos pronomes e determinantes.
Ex: “ Tive a sensação de me ter enganado (…) P 13, 1º parágrafo, 1ª linha.
Ex: Lembrava-me de que a ultima entrada (…) P13, 4º parágrafo, 1ª linha. 

Quanto ao papel na acção
O narrador é autodiegético porque participa na história como personagem principal.

                                                            Quanto a ciência  
O narrador não é omnisciente porque não sabe o que as personagens pensam.
Ex: “ se os meus país esperavam que eu fizesse (…) ” P. 13,  4º paragrafo 5ª linha.
Quanto a visão é interna porque ele a penas relata o que vê.
Ex: 
Personagem
As personagens são: narrador, mãe, tio.
Principal: O personagem principal é o narrador.
Secundárias: As personagens Secundarias são:
Tio, mãe e o rapazito.

Referidos / figurantes
As figurantes são: mãe, tio e o rapazito.
Caracterização directa
Caracterização Indirecta (como são).
Acções: É o desenrolar da história.

Acção principal
Volta a praia de Escorralete.

Tempo:
Quando se desenrola a história a história.
T: cronológico: “ano a pós ano”, “dez anos”, longos anos depois”.

Modo de expressão literária
Narração - É o contar da história.
Ex: Lembrei-me que a mim dizia-me sempre tens que ir conhecer Alto Mira (…) P 14, 1º paragrafo1º Linha.
Ex: ao voltar, longos anos depois, a praia de Escorralete (…) P13, 1º paragrafo 1º linha.
Descrição – ex: a praia da minha memoria tinha kilómetros e kilómetros de areia branca (…)P 13, 2º paragrafo 1ª linha.

Figuras de Estilo
Hipérbole – Ex: Com ondas que desafiavam a nossa imaginação. P13, 2º parágrafo, 2ª linha.
Secundárias
-O encontro com o tio;
-Distribuir as encomenda;
Sequência narrativa das acções
É o encadeamento porque conta uma história e vai até ao fim.

Delimitação
 É aberta porque não sabemos o destino final das personagens.
Ex: “ No meu regresso a água de Escorralete era tão quente como a centenas de anos atrás e eu sei que um dia hei-de conhecer Alto Mira.” P.14 8ª paragrafo1ª linha.

Espaço
Físicos - Praia de Escorralete.
Social –

Psicológico –

Níveis de língua
Cuidada. Ex: “O encontro com esse tio foi outra revelação.” P13, 5º paragrafo 1ª linha.
Corrente. Ex : “ No meu regresso a água do Escorralete (…) P. 14, 8º paragrafo 1ª linha.

CONCLUÃO
Apesar da demora para entregar o trabalho, gostei muito da sua execução e do conteúdo que a obra se trata e o trabalho proposto pelo Professor de Língua Portuguesa, porém ganhei muito com o mesmo, precisamente com o conhecimento de mais uma obra de Dina Salústio.

Bibliografia

Salústio Dina
Mornas eram as noites
Caderno do9º ano
Também devido aos trabalhos feitos na sala.

Mornas eram as noites: Um ilegítmo desejo


Tema:” Mornas eram as noites” (Um ilegítmo desejo)
Professor: Ricardino  Rocha
Aluno:Fábio Júnior Rocha Duarte 
Introdução
Este trabalho foi feito no anbito da disciplina de “ Língua Portuguesa” com o objectivo de aprofundar o conhecimento sobre “Mornas eram as noites” - Um ilegítmo desejo.
  

Dados bibliografia do autor (vida e obra)
Dina Salusto (Bernaldina de oliveira salusto) nasceu em Santo Antão “Cabo Verde”.
Foi professora e assistente social e jornalista, trabalhou em Portugal, Angola, Cabo Verde. Tem colaboracação em prazo e poesia na imprensa Cabo Verdiana e no Estrangeiro. Em 1994 foi atribuído o prémio de literatura infantil em Cabo Verde e no mesmo ano publicou “Mornas eram as noite”, uma colectânea de trinta e cinco contos.
O membro de associação dos escritores Cabo-verdiano, participou na antropologia de poesia Cabo Verdiana Mirabilis de veios ao sol e na colectânea Cabo verde insularidade e literatura, tanto na versão portuguesa com francesa.
Em 1999 ganhou o 3º prémio de literatura infantil dos polop.
A estrelinha tlim, tlim o livro e a louca de serano, o seu primeiro romance editados em 1992.    

1-      Narrador (Contador)
 1.1  Quanto a presença:
O narrador quanto a presença e participante porque este na 1º pessoa de singular.
EX: Eu não pertenço a Nova York ou a São Paulo. 1º Paragrafo na 5ª linha, pag 31.
1.1.1        Quanto papel na acção:
Narrador e autodiegético porque e a personagem principal.
              
1.2  Quanto a ciência:
É omnisciente porque ele e como um deus sobre todo.
 1.3  Quanta visão:
É Focalização Interna porque o narrador sabe tanto quanto as personagens sabem.
EX: O tocador que se lembrava da vaidosa djina, que a conhecer que talvez em alguns segundo, a tendo amado tocou o que Raul me pedia.

2-      Personagem

2.1 Personagens Principal (Nha djina/ Narrador)
 2.2 Personagens secundário (Raul, Amigos, Francês, Sobrinho, Tocador) 
2.3 Figurantes (Tocador, Francês)
 2.4 Característica directa:
Quando uma personagem ou narrador caracteriza uma (outra) personagem.
EX: Na altura era djina apenas djina.2º paragrafo, pag 31
 2.5 Característica Indirecta:
Quando uma personagem o narrador caracteriza uma (outra) personagem através das acções de personagem.
EX:” É porque contrabandear e não simplesmente vender”. 2º Paragrafo, pag31 
3- Acções
3.1 Principal
EX: A obrigara a ir com ele até… só ate a estrada.
 3.2 Secundaria
EX: Pela esquina da djina passavam também os corpos a caminho do cemitério.
5º Paragrafo, pag 31.        
 3.3 Quanto a sequencia narrativa das acções:
Temos o Encadeamento porque a historia e linear  
 3.4 Quanto a delimitação:
Fechada porque cada personagem teve o seu destino final.

4-      Espaço
 4.1 Físico:
EX: Em que lhe e reconhecido o direito de propriedade de uma esquina.
2º Paragrafo, pag 31  
4.2 Social:
EX: O sobrinho mais pobre que os pobres. 7º Paragrafo, 1ª linha, pag 32.
 4.3 Psicológico:
EX: Um indevido pertence legitimamente a determinado sítio oposto do momento. 1º Paragrafo, pag 31. 

5-      Tempo
 5.1 Cronologia: E o tempo real
EX: Mais tarde ali contrabandeara o seu corpo. 2º Paragrafo, 2ª linha, pag 31
 5.2 Psicológico: E vivência do tempo cronológico
EX:” Um dia distraída, falou no seu medo de entrar no cemitério”. 6º Paragrafo,
1ª linha, pag 31.
 5.3 Analepse: É o recuo da história
EX: um dia, distraída. 6º Paragrafo 1ª linha, pag 31.
 5.4 Prolepse: É e o avanço da historia
EX: “Mais tarde ali contrabandeamos o seu corpo”. 2º Paragrafo, 2ª linha, pag31


IV – Modo de expressão literário
 Narrador: e o contador da historia
EX: prefiro também ficar sem a renda da casa. 1º Paragrafo. 3ª linha, pag 32.
 2 Diálogo: e a conversa entra dois pessoa ou mais.
EX: Não tem.
 3 Descrição: e a apresentação do elemento que caracterizam personagem, espaço.
EX: O sobrinho, mais pobre que os pobre. 7º Paragrafo, 1ª linha, pag 32.
 4 Monólogo:
EX: com todo respeito senhor. Soluçou o sobrinho. 8º Paragrafo, 1ª linha, pag32
 5 Comentário de reflexão:
Eu acho que esse tema é fácil em termo de fazer trabalho. Eu consegui entender como era a vida da djina.

V – Figura de Estilo
 1 Hipérbole:
EX:” djina Sónia no outro mundo e desencaderou para sentir ao lado de um anjo que falava francês”. 9º Paragrafa, linha1, pag32. 
 2 Comparação:
EX: “Um sabonete verde que cheirava a encanto suaves”. 2º Pargrafo, 1ªlinha.pag 32.
 3 Gradação:
EX: “Uma única vês que entrou no cemitério”
 4 Enumeração:
Para poisar, estas, negociar, anos. 1º Paragrafo 3ª linha, pag 31
5 Pleonasmo:
EX: E o ao dela. 7º Paragrafo 2ª linha, pag 32.
 VI Níveis de língua: Cuidada:
EX: Com todo respeito meu camarada. 8º Paragrafo, 1ª linha, pag 32.

Resumo do conto
Tinha uma senhora que se chamava nha djina tinha a sua esquina.
Ela nunca houve desejos outros de mentira, pala esquina também passavam os corpos a caminho de cemitério, era uma única vês que tenha entrado no cemitério. Na esquina djina, que foi djina apenas, cabeça baixo, escondiam o seu olhos tímido de que lhe dava uma esmola um dia ela morreu, no ar gemido. O seu testamento musica acompanhalá ao cemitério seu ultima iligitmo desejo. O tocador que se lembrava da vaidosa djina que a conheceu, que talvez em algum segundo, tendo amado, tocou o que Raul lhe pediam e no outro mundo djina Sónia e descansou para sempre ao lado de um anjo que falava francês.   

Conclusão
                       Espero que o meu professor goste e o que meu objectivo seja alcançado para poder ter boas notas no fim do meu longo cansativo trabalho.

Bibliografia
O livro de Dina Salustio “Morna eram as noites do conto” Um iligitmo desejo.
- Caderno de 10º Ano.
- Ajuda dos meus colegas (Ruben, Oriana, Eddie, Ailton) 

Índice 
Folha 1 – Introdução

Folha 2 – Dados bibliografia do autor (vida e obra)

Folha 3 – Narrador: (Quanto a presença, Quanto papel na acção, 
IntroduçãoQuanto a ciência, Quanta visão.
- Personagem: (Personagens Principal, Personagens secundário, Figurantes Característica directa, Característica Indirecta)

Folha 4 – Acções: (Principal, Secundaria, Quanto a sequencia narrativa das acções, Quanto a delimitação)
- Espaço (Físico, Social, Psicológico)
- Tempo (Cronologia Psicológico Analepse Prolepse)

Folha 5 – Modo de expressão literário (Narrador, Dialogo, Discrição, Malogo, Comentário de reflexão
- Figura de Estilo (Hipérbole Comparação Gradação Enumeração Pleonasmo)
- Níveis de língua (Cuidada)

Folha 6 – (Resumo do conto)

Folha 7 – (Bibliografia)

Folha 8 – (Conclusão)