terça-feira, 13 de março de 2012

Crónica de João Alves


A minha Escola 

Na minha escola há muito desordem na sala, no corredor da escola e na rua.
Agora o que está na moda é roubar materiais do outro e atirar giz uns nos outros.
Na sala, os professores passam uma aula inteira a pedir para os alunos comportarem e eles nem ligam. Continuam com a mesma história. Professor traz giz para a sala e no final da aula não tem nem um para passar TPC. Os alunos quando saiam começam a atirar uns nos outros. Também quando entram é só na aula que os professores “ta da pa manso, fixe” que os alunos fazem bagunça: por dia os alunos furtam mais de 100 canetas, sem falar noutros materiais despercebidos sem alguém dar conta.
O director de turma resolveu tomar medidas, depois de muita queixas recebidos dos alunos, pegou nos alunos mais criticados da turma marcou uma reunião entre pais, alunos e professores. Os professores falaram com os alunos, deram conselhos e os alunos concluíram que não estavam a fazer bem, que eles serviam como de exemplo para as crianças quando virem uma criança a brincar esse tipo de brincadeira é para aconselhar e dar opinião sobre essas brincadeiras. Os professores foram muito importantes porque aconselharam os alunos sobre essas brincadeiras sabendo que a escola é muito importante para o nosso futuro.
    “Não furtar e nem causar danos, no corpo ou na alma nem a si mesmo nem ao próximo”.  

 
Cronista: João Alves Nº 16 T: 10ºD
 Professor: RicardinoRocha                                                                                                                                                                                                               


   

sábado, 3 de março de 2012

Crónica de Patrick Cruz

A ignorância de um cabo-verdiano

Sempre é assim, incrível, uns contra outros, porquê? Estou a falar de algumas pessoas que pensam e que acham que são superiores aos outros.  
Sou da ilha de São Vicente, algumas pessoas dizem que a ilha é pequena, mas acho que não é. Vocês sabem que cada ilha tem pessoas diferentes em termos de pensar, falar, agir e até mesmo de brincar. Estou a falar de algumas pessoas que gostam de se colocar em cima dos outros, dizem que a sua ilha é melhor, que a sua forma de falar é mais «sab» enfim…
Eu sei que cada um defende a sua ilha, mas para quê discutir se ninguém é culpado de ser assim ou que a sua ilha é diferente das outras, sabendo que ao discutir não vão ganhar nada em troca. Em Cabo Verde todos dizem que são «fortes», mas esquecem que na verdade todos nós somos iguais, nem fortes e nem fracos.
Todas as ilhas têm problemas, em termos de violência, de pobreza, de desigualdades sociais, etc., mas ninguém é culpado da sua ilha ter esses problemas, por isso não vale a pena dizer que numa determinada ilha, a forma de falar é para os «Patchitchas» ou noutra ilha as mulheres se oferecem demais, mas esquecem de que nós não somos ninguém para julgar alguém e pior ainda as ilhas de cada um e as formas que cada um escolhe para viver.

Se numa ilha é de uma forma que não apetece alguém, para quê criticar? Mas a verdade é que sempre criticam, criticam, sem saber o que estão a falar, eles ouvem alguém a dizer algumas coisas e dizem “é verdade, é assim mesmo” e no fim dizem “un teni gana di conchi bu ilha, es flam ma lá ê sabi”.

Eu não entendo porquê que todos não agem assim. Mas esquecem que todos nós somos do mesmo país e todos somos… cabo-verdianos.
Cada um devia viver na realidade e não na desigualdade e parasse com a ignorância e que experimentasse uma forma de esperança que todos possamos viver na tranquilidade. Vamos viver na verdade, na realidade, na tranquilidade e na igualdade.
Cronista: Patrick Júnior da Cruz  N´16 Turma: 10º F
Professor: Ricardino Rocha   

sexta-feira, 2 de março de 2012

Dicas para uma boa leitura:


Lê de uma forma simples
Lê sem grandes pretensões, aprecia o livro, entra nele. Você vai aproveitar muita coisa, mesmo sem saber.

História não é só na hora de dormir
Escolhe um bom local para a leitura, isto é, calmo, iluminado e arejado. Pode ser na sala, no parque, na praça, na praia, na escola. Não existem regras.

Sente-se bem com a atividade
Tenha concentração na hora de leitura, esquece o mundo lá fora, concentra apenas no que você lê.

Valoriza o texto com as ilustrações
Procura livros cheio de ilustrações porque isso ajuda-lhe a conhecer as histórias.

 Cria o hábito de manusear, de esfolhear o livro
Esteja sempre com um dicionário por perto, pois se caso encontrar uma palavra desconhecida poderá saber o seu significado, ajudando assim na sua compreensão. 

Lê quantas vezes você quiser
Leitura não é competição. Faça pausas de 10 a 20 minutos a cada uma ou duas horas.

A escola e a iliteracia digital


 Fonte: www.educare.pt
Por: João Ruivo  

 A educação para a utilização das TIC precisa de ser planeada desde o jardim de infância. Sem preconceitos ou desnecessárias coações, sem substituir atabalhoadamente o analógico pelo digital, mas sim reforçando a capacidade cognitiva dos alunos e guiando a descoberta de novos horizontes.
 A escola continua a ser o lugar privilegiado para a divulgação e a utilização didática e crítica das novas tecnologias da informação e da comunicação (TIC). Por isso mesmo, torna-se imprescindível que os docentes sejam formados e motivados para uso dessas novas tecnologias, concebendo-as como instrumentos que devem interagir com os projetos pedagógicos a desenvolver com os alunos.
Todavia, é importante reconhecer que, apesar da assumida necessidade de incluir todas as novas tecnologias no processo educativo, uma boa escola continua a ser o que sempre foi: um espaço em que aprendentes e educadores se encontram, num ambiente que estimula a autoestima e o desenvolvimento pessoal e que oferece janelas de oportunidade para o sucesso num mundo que gira em contraciclo, ao promover o egoísmo, o individualismo e a concorrência desregrada.
É que não há nenhuma solução tecnológica que seja capaz de induzir o milagre de transformar um espaço pobre em relações humanas num lugar interessante e adequado para gerar a construção de um cidadão com sólidos valores morais e com uma ética de respeito para com os princípios da democracia e do humanismo.
Vivemos num novo milénio que pretende reconfigurar a sociedade, atribuindo-lhe um novo formato centrado em novas formas de receber e transmitir a informação, o que implica uma busca interminável do conhecimento disponível.
Para alcançar tal objetivo, imputa-se à escola mais uma responsabilidade: a de contribuir significativamente para que se atinja o que se convencionou designar por analfabetismo digital zero. Para tal, a educação para a utilização das TIC precisa de ser planeada desde o jardim de infância. Sem preconceitos ou desnecessárias coações, sem substituir atabalhoadamente o analógico pelo digital, mas sim reforçando a capacidade cognitiva dos alunos e guiando a descoberta de novos horizontes.
Este novo movimento de rutura não deve representar a eliminação ou a fictícia substituição dos meios de comunicação de massa tradicionais. O que há de novo é a necessidade de fazer convergir todos esses meios num processo integral de formação do indivíduo, capacitando-o para descodificar as mensagens que lhe saltam em cada canto e cada esquina da sociedade do conhecimento.

Esse movimento deve ser capaz de preparar os jovens para serem leitores críticos e escritores aptos a desenvolver essas competências em qualquer dos meios suportados pelas diferentes tecnologias. Hoje, não basta que o aluno só aprenda a ler e escrever textos na linguagem verbal. É necessário que ele aprenda a "ler" e a "escrever" noutros meios, como o são a rádio, a televisão, os programas de multimédia, os programas de computador, as páginas da Internet e, até, o telemóvel...
Por tudo isso, as novas tecnologias da informação e comunicação devem obrigar à alteração dos currículos escolares e a modificação da formação e atuação do professor, que se deve sentir obrigado a atualizar-se em relação às TIC, de forma a acompanhar a dinâmica de obtenção de informação e de transformação desta em conhecimento. Nesse processo, a educação à distância assume-se como um indispensável complemento do ensino presencial, enquanto modelo de comunicação educativa que permite superar distâncias e ampliar o acesso ao conhecimento.
Os jovens foram os primeiros a descobrir que as novas tecnologias da informação e da comunicação implicam inúmeras possibilidades de aprender. Para eles há muito que elas deixaram de ter um estatuto de menoridade e de simples auxiliar da apreensão do conhecimento. Os estudantes olham-nas como outras formas de aprender que implicam a mudança dos modos de comunicação e dos modos de interação nos grupos de pares.
Importa, pois, ter consciência que este novo mundo facilita o trabalho docente, mas também acrescenta angústia e complica a vida do professor. Este, para além de necessitar possuir um conhecimento específico da área científica que leciona, deverá também ser capaz de identificar nas tecnologias digitais as múltiplas linguagens favorecedoras da apreensão da realidade.
Não é fácil, mas é esta a contribuição que as novas tecnologias podem oferecer para a consolidação de um mundo mais solidário, desde que a sociedade o queira integrar de uma forma crítica e eticamente incontestável.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

1000 visualizações... Parabéns!!!

Olá pessoal que curte o nosso blogue ( http://www.9e10dejunho.blogspot.com/ ) e que ama a língua portuguesa que é a pátria de todos nós.
Hoje 29 de fevereiro temos uma surpresa para vocês:
Batemos um novo recorde. depois de atingirmos um total de 4000 visualizações em janeiro desde do nosso começo em maio de 2009, eis que em finais de fevereiro atingimos um novo marco... só em fevereiro alcançamos a bonita marca de 1000 visualizações em um único mês.
Um muito obrigado a todos os nossos internautas.
Contamos sempre com vocês!!!

O que posso encontrar no texto do novo Acordo Ortográfico?


O texto oficial está organizado em 21 bases, que abarcam os seguintes tópicos:

Base I - Alfabeto e nomes próprios estrangeiros e seus derivados

Base II – Uso do h

Base III - Grafemas consonânticos

Base IV - Sequências consonânticas

Base - Vogais átonas

Base VI - Vogais nasais

Base VII - Ditongos

Base VIII - Acentuação gráfica das palavras oxítonas

Base IX - Acentuação gráfica das palavras paroxítonas

Base X - Acentuação das vogais tónicas grafadas i e u das palavras oxítonas e paroxítonas

Base XI - Acentuação gráfica das palavras proparoxítonas

Base XII - Emprego do acento grave

Base XIII - Supressão dos acentos em palavras derivadas

Base XIV - Uso do trema

Base XV – Uso do hífen em compostos, locuções e encadeamentos vocabulares

Base XVI – Uso do hífen nas formações por prefixação, recomposição e sufixação

Base XVII – Uso do hífen na ênclise, na tmese e com o verbo haver

Base XVIII - Apóstrofo

Base XIX - Minúsculas e maiúsculas

Base XX - Divisão silábica

Base XXI - Grafia de assinaturas e firmas

Fonte: http://www.educare.pt/

Uma dupla tarefa: ensinar e educar

Fonte: http://www.educare.pt/

Por: Sara R. Oliveira

A vida dos docentes tem sido atribulada nos últimos anos. As manifestações de desagrado com as políticas educativas sucedem-se, mas há quem continue de pedra e cal a transmitir conhecimentos. O Dia Mundial do Professor é assinalado a 5 de outubro com mais um protesto à porta do Ministério.

Os tempos não têm sido fáceis e este ano as mudanças sucederam-se. O Governo caiu, a ministra Isabel Alçada despediu-se do Ministério, o país foi a votos e a tutela foi assumida pelo matemático Nuno Crato. Pouco depois, era anunciado que os cortes na Educação atingiam os 803 milhões de euros em 2011, mais 500 milhões no próximo ano. Poupar é o verbo mais conjugado. O modelo de avaliação deu pano para mangas, as reuniões com os sindicatos do setor preencheram as agendas e, depois de algumas cedências de parte a parte, os professores serão classificados num processo menos burocrático.

Tiveram de aprender a lidar com um novo Estatuto do Aluno, a assimilar novas regras, a perceber como funciona um mega-agrupamento, a esticar as horas a Português e Matemática. Tiveram de perceber como a reorganização escolar se desenha no terreno. Nos últimos anos, os professores tiveram mãos cheias de alterações para digerir. E o desagrado saiu à rua. A 16 de setembro, as capitais de distrito juntaram professores em protesto contra o desemprego, a precariedade e a instabilidade da classe, numa altura em que cerca de 35 mil docentes tinham ficado sem escola.

A colocação de professores para este ano letivo voltou a abanar o sistema e as acusações cruzaram-se. Os professores acusaram o Ministério de trabalhar com uma plataforma que não tinha espaço para horários completos, a tutela argumentava que nada tinha mudado em relação ao ano anterior. Milhares ficaram sem escola e a revolta aumentou. Na semana passada, 18 docentes dormiram à porta do gabinete do ministro da Educação, nas instalações do Palácio das Laranjeiras, em protesto contra a forma de colocação da segunda bolsa. Tudo porque colegas com menos tempo de serviço e menor graduação tinham passado à frente por se terem candidatado a horários temporários.

O Dia Mundial do Professor é assinalado esta quarta-feira, 5 de outubro, feriado nacional, com mais uma manifestação de professores e educadores contratados no desemprego à porta do Ministério. O protesto é contra a instabilidade e o desemprego vivido pela classe e é organizado pelo Sindicato dos Professores da Grande Lisboa e pela Federação Nacional dos Professores (FENPROF).

O que é hoje ser professor? "É ensinar, mas principalmente educar", responde Ana Fraga, professora de Matemática há 11 anos. Não se arrepende da opção de ensinar até porque há desafios constantes. Continua a acordar com vontade de entrar na sala de aula. "Não existimos só para despejar a matéria, somos mais do que isso. Temos de saber ser amigos dos nossos alunos e cativá-los". E, por vezes, ensiná-los a sentarem-se nas cadeiras, a trazerem lápis e cadernos de casa. Muitas vezes é preciso explicar as regras do jogo. "Adoro aquilo que faço, gosto muito de ser professora", garante.

Manuela Mendonça deu aulas durante mais de 10 anos em várias escolas do país, conheceu várias realidades. Hoje coordena o Sindicato dos Professores do Norte e está atenta a tudo o que se passa nesse mundo. O 5 de outubro não lhe passa ao lado. "Os professores dão rosto ao futuro e é importante que a profissão seja valorizada", defende. "Ser professor hoje, como no passado, é exercer uma profissão de grande relevância social, agora num contexto de maior complexidade", sustenta.

A escola é agora uma grande casa com uma maior heterogeneidade de alunos. E, por isso, há respostas que, em seu entender, deviam ser acauteladas. "A escola não dispõe de equipas multidisciplinares que possam, com os professores, desenvolver um trabalho sistemático do ponto de vista do desenvolvimento dos alunos", repara. Não há psicólogos, assistentes sociais, educadores sociais, em muitos estabelecimentos de ensino. E, por vezes, é feito um "trabalho desadequado que não permite uma intervenção de uma forma mais consistente".

João Dias da Silva, secretário-geral da Federação Nacional da Educação (FNE), deu aulas durante 21 anos. Sempre que entra numa escola, o fascínio pela docência vem ainda mais ao de cima. Deixou de lecionar em 1994 e os tempos mudaram. "Hoje a profissão docente tem características e exigências diferentes de há 20 ou 30 anos. A sociedade transferiu para os professores responsabilidades acrescidas e problemas novos". Em seu entender, ser professor não é pior ou melhor, "cada tempo tem a sua dificuldade", os contextos é que são diferentes. A profissão é exigente e anda de mãos dadas com muitas áreas que se cruzam com os valores para o exercício de uma cidadania plena.

Quando o telefone tocar


Fonte: www.educare.pt
Por: Armanda Zenhas

O tempo passou. Alfredo continuou a faltar à escola. Começaram a surgir problemas disciplinares. As cartas continuavam sem respostas. Processo disciplinar em curso. Novo telefonema. Desta vez, a voz do pai do Alfredo (ou do próprio Alfredo?) mostrou-se preocupada...

Alfredo faltava às aulas frequentemente. A diretora de turma prevenia o encarregado de educação por carta e pedia-lhe que se deslocasse à escola, mas nunca obtinha resposta. Resolveu telefonar para o telemóvel referido na ficha do aluno - único telefone de contacto com a família, de acordo com o Alfredo. O pai (cuja voz era, estranhamente, igual à do filho) afirmou que lhe era impossível deslocar-se à escola, qualquer que fosse a hora.. Trabalhava muito!

O tempo passou. Alfredo continuou a faltar à escola. Começaram a surgir problemas disciplinares. As cartas continuavam sem respostas. Processo disciplinar em curso. Novo telefonema. Desta vez, a voz do pai do Alfredo (ou do próprio Alfredo?) mostrou-se preocupada. Que sim. Que iria à escola. Então o seu filho estava com um processo disciplinar? Tinha que saber disso, pois claro. Se ele não pudesse ir, poderia ir a esposa? Pois então ficava combinada a hora. Lá estaria sem falta.

À hora marcada, lá ficou a diretora de turma à espera, a sós com as suas suspeitas acerca daquela voz de pai, tão igual à do filho.

Eis que na história entram novas personagens: a associação de pais, que se prontificou a deslocar-se à residência do aluno. Esta é uma associação de pais de uma escola onde o absentismo dos alunos vai crescendo. Onde os problemas disciplinares se vão multiplicando. Onde os contactos com muitos encarregados de educação se vão complicando. Onde os problemas sociais das famílias encontram reflexo. Uma escola onde profissionais como assistentes sociais continuam a não existir. Onde a existência de técnicos com formação e disponibilidade para visitar as famílias e intervir junto delas não passa de uma necessidade e de um sonho. Nesta história, foi a Associação de Pais que, com boa vontade e à custa do tempo pessoal dos seus elementos, não obstante não ser essa uma das suas atribuições, contribuiu para a resolução do problema do Alfredo.

A situação familiar e social que a Associação de Pais foi encontrar não é sequer fácil de imaginar. O facto é que os pais deixaram de estar na ignorância acerca do que se passava na escola (era de facto o Alfredo quem atendia o telemóvel e era ele quem 'recebia' as cartas da escola). Tomaram consciência da necessidade de, na sua luta pela sobrevivência quotidiana, terem de encontrar tempo para estabelecer contactos frequentes com a diretora de turma, a fim de tentarem levar o seu filho a ser mais assíduo e a afastar-se de uma via de delinquência. A escola encontrou formas de estabelecer contacto, graças à intervenção da Associação de Pais. Quando o telefone tocar (para um telefone fixo), será já outra voz, bem diferente da do Alfredo, a atender.

Esta é uma história inacabada, para a qual podem ser imaginados muitos fins. A rematar, algumas pistas de reflexão que ela poderá levantar:
- Qual é o papel dos pais, da escola e da sociedade face à educação dos jovens?
- Que novos profissionais são necessários na escola de hoje e com que funções?
- Que perfil deve ter o diretor de turma e quais são as suas funções?
- Que colaboração pode e deve existir entre as escolas e as Associações de Pais?

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Pais que valorizam a aprendizagem têm filhos com melhores notas

Fonte: www.educare.pt
Por Sara R. Oliveira   

Investigador do Instituto Superior de Psicologia Aplicada quis perceber o impacto dos pais no rendimento dos alunos. Num outro estudo, concluiu que os estudantes com más notas e que nunca chumbaram têm uma autoestima mais baixa do que aqueles que já reprovaram. 
Os filhos de pais mais focados nos resultados têm piores notas do que os que se preocupam com a aprendizagem. Esta é uma das conclusões de um estudo elaborado por Francisco Peixoto, investigador do Instituto Superior de Psicologia Aplicada (ISPA), que quis perceber qual o impacto da atitude dos pais no rendimento dos filhos. Inquiriu 498 alunos do 7.º e 9.º anos (maioritariamente deste nível de ensino) de quatro escolas de Lisboa - 257 raparigas e 241 rapazes com idades compreendidas entre os 12 e os 18 anos - e dividiu os encarregados de educação em dois grupos. Os que se preocupam fundamentalmente com os resultados dos filhos e os que valorizam mais o processo de aprendizagem e não tanto as notas. A atitude dos pais tem reflexos ao nível da motivação dos jovens e nos próprios resultados escolares. O facto de os pais pressionarem os filhos para terem boas notas acaba por ter um efeito de certa forma contraproducente, uma vez que os resultados normalmente são piores do que quando os pais estão mais preocupados com o processo de aprendizagem. "Os pais devem ter mais cuidado com a pressão que colocam sobre os filhos. Essa pressão acaba por provocar níveis de ansiedade mais elevados e os resultados acabam por ser o contrário daquilo que os pais querem", refere ao EDUCARE.PT.
O investigador explica que, no entanto, esses efeitos são "relativamente pequenos" até porque há outras variáveis relacionadas com a escola que têm muita influência. Como é o caso da motivação relacionada com as matérias que se ensinam e com os próprios professores, com as metodologias que aplicam dentro da sala de aula. De qualquer forma, o estudo revela que o processo em si, a aprendizagem, acaba por ser mais motivador do que o fim em si mesmo, o resultado. Aprender como um caminho que se constrói e não aprender com os olhos postos numa recompensa. Os resultados do estudo foram apresentados na conferência "A construção do autoconceito e da autoestima na adolescência", que teve lugar no ISPA.
O professor Francisco Peixoto estudou também, numa outra pesquisa, o efeito do insucesso escolar dos jovens nos níveis de autoestima e concluiu que os alunos que tiram más notas durante o ano letivo e nunca chumbaram têm habitualmente uma autoestima mais baixa dos que os estudantes que já tiveram de repetir o ano. As comparações efetuadas demonstram que os alunos que nunca repetiram um ano e os que têm pelo menos uma reprovação têm níveis de autoestima semelhantes. A investigação envolveu 618 alunos do 7.º, 9.º e 11.º anos, de quatro escolas de Lisboa, com idades compreendidas entre os 12 e os 20 anos - 324 raparigas e 294 rapazes.
O autoconceito entra aqui em ação. Ou seja, os alunos que desvalorizam a escola têm tendência para investirem noutras áreas que consideram mais gratificantes, como o desporto, relações sociais e interpessoais. A autoestima é afetada na primeira repetência, depois passa a ser indiferente chumbar ou não porque o autoconceito estabilizou.
A autoestima baixa nos alunos que têm notas baixas durante o ano, mas que não chumbam. "Estão numa situação de algum receio se vão ou não passar", refere Francisco Peixoto. "A ideia de que vão falhar faz com que a autoestima baixe", acrescenta. A ansiedade aumenta com o aproximar do final do ano letivo. "A aproximação de um eventual insucesso provoca uma diminuição na autoestima global, por achar que se calhar vão falhar".
Esses alunos que vivem na incerteza de chumbar ou não, contrariamente aos que efetivamente não passam, dão valor à escola, às notas e aos resultados. E o insucesso escolar, aliado a uma baixa autoestima, poderá ser uma situação preocupante. Os pais devem estar atentos a esses sinais. "Durante a adolescência, a escola ocupa grande importância e o facto de estar mal na escola pode ser compensado por outras áreas da vida".
Ondina Freixo, professora de Biologia, não tem qualquer dúvida de que a pressão dos pais tem reflexos nas notas. "A pressão, mesmo sobre os bons alunos, cria uma ansiedade tal que, mesmo que tenham todas as competências e capacidades desenvolvidas, os leva a falhar", comenta. Na sua opinião, os pais devem exigir trabalho e não pressionar nos resultados. Além disso, sustenta, os alunos devem ter outras ocupações e pontos de interesse para além do estudo.
Menos autoestima nos alunos que andam na corda bamba. Ondina Freixo constata que isso acontece. "Alguns alunos não conseguem entender os resultados e acabam por passar de ano. Sabem perfeitamente que não trabalharam para passar e a autoestima não sobe", refere. E assim avolumam-se problemas e obstáculos que, não sendo resolvidos, adensam-se e dificultam a vida na escola. Os próprios pais, sublinha, que momentaneamente podem ficar contentes por os filhos passarem por uma unha negra, mais tarde percebem que "foi um erro".
Armindo Cancelinha, professor e membro da Associação Nacional de Professores, também considera que os resultados dos estudos demonstram a realidade. "Pode ser demonstrativo da motivação intrínseca dos próprios alunos para a aprendizagem", repara. E quando se dá mais atenção ao processo de aprendizagem as notas sobem. "Quando se valoriza mais a aprendizagem, as notas são melhores do que quando se pressiona em função de uma média ou até de um curso", refere.
Em relação aos níveis da autoestima, Cancelinha considera que há um certo facilitismo no final do ano. "O aluno assume consecutivamente que não atingiu determinadas competências, mas que foi sendo 'empurrado'". E aí a autoestima baixa. Na sua opinião, há que enfrentar a realidade para o próprio bem do aluno. "O processo de retenção tem de ser claramente assumido, assumindo que o aluno não foi capaz de atingir os objetivos que lhe foram propostos".

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

CAPÍTULO A misericórdia inesperada

    Certa ocasião havia grande fome na terra. Desde dois anos o mês de Outubro não dera um pingo de água para refrescar a planta já amorrinhada do leu-leu escasso de Setembro .Um homem de fajã de baixo vivia na sua casinha com duas filhas, já raparigas na vida castigada da pobreza. Vocês sabem que pobre é como cama de chão, todos passam por cima. Um dia assim que os galos deram a última pousa (tinham dormido sem cear), saiu com as filhas furar a vida onde Deus  fosse servido de mostrar a sua misericórdia. Andou, andou, passou a Assomada do Mancebo, e ali por endireitura de Fragatinha encontrou grande estencial de batata conteira  num fundo de quebrada. Encheram os balaios, mas o homem, com a voz cheia de respeito, recomendou ás filhas:

    -Ó minhas filhas, vocês não dêem a ninguém  conta desta senhora comida!

      E retornaram á casa com uma enorme satisfação pela misericórdia recebida. Alguns dias depois tornaram a voltar para a lugar onde se encontra a 'senhora comida' encheram os balaios e voltaram para casa mas sem dizer a ninguém o que sucedera com a família.
    Mas como havia de ser, começaram a reparar neles, pois encontrava-se numa época de grande fome todos desconfiavam da fartura ou ao menos não muito trabalho na parte deles em conseguir comida.
    Eles colhiam e para garantir que a fome jamais lhes  bateriam a porta começaram a cultivar a batata, e como o  solo era  fértil e propicio  a pratica de agricultura, começaram a cultivar tudo que fosse possível.
    E era estranho que a visitas da casa, de um dia para o outro, tivessem aumentado, como se toda a gente soubesse ou adivinhasse que a fome já não atacava-se   ou perfurava aquela família.
–    Onde arranjam a comida? Quem lhos dá?  Para onde vão o encontrar?
E eles respondiam sempre:
- São restos da colheita passado que guardamos pensando em épocas de fome pela qual viéssemos
a passar e pelo que vêem aqui estamos.
    Mas nem todos acreditavam naquela história. Mais tarde a escassez de alimentos começou a piorar ainda mais, ao ponto das pessoas desanimarem, e ficarem doentes ou até a morrer.
   
          A  fama desta família começou a alargar por toda a aldeia, ao ponto de serem os proprietários  mais conhecidos da região dando entrada a uma nova realidade das duas filhas.                                           
    
CAPÍTULO Romance 
     Ao longo do tempo a fama tornou-se uma forma essencial até chegar aos ouvidos de dois grandes proprietários de uma aldeia vizinha cujo eram:
      O Senhor António e o Sr. João, possuíam as maiores herdades de cultivação da época e sobretudo eram os verdadeiros donos da grande estencial de batata conteira.
 
     Essa família vivia em Fajã de Baixo e os dois grandes proprietários viviam  numa cidade vizinha  «Assomada do Mancebo». Em que  era surpreendente de beleza e parecia  que a Natureza caprichou em ali demonstrar a capacidade das suas deslumbrantes fantasias. Com rochas enormes pela ação da humidade resultante de permanente nuvens que lhe circundam. Possui-a as condições que seriam necessárias a boa pratica da agricultura e a sobrevivência dos vizinhos.

    Mas, os dois proprietários já não se preocupavam com a existência daquele estencial de batata e contudo passou a ser cultivada pela família.



     As duas filhas chamavam-se : Maria e Mariana; ( Família Oliveira)
     Os dois proprietários chamavam-se: António e João.( Família Fernandes) 

         Passado algum tempos a família Oliveira decidiu viver na Assomada do Mancebo devido à grande riqueza possuída na mesma propriedade. Através dessa mudança  levou com que conhecessem a família Fernandes durante a distribuição de donativos que eram feitas  por fileira.
        Ali encontrava vários senhores de diferentes regiões para  assinarem contratos de negócios a nível alimentar. Os grupos sociais eram variantes com diversas ambições e cobiça.
    A Maria e a Mariana eram já raparigas com tudo gêmeas de dezoito anos e tinham uma formosura aos olhos da família Fernandes. A Maria conheceu o António e a Mariana conheceu o João.
    E para festejarem as boas vindas deram uma grande festa a todos os moradores da aldeia com a participação da família Oliveira e Fernandes. No decorrer da festa houve ´troca de olhares' por ambos, as gêmeas e os irmãos  estavam ligados por um mesmo sentimento e no fim da festa o pai das duas filhas ( Nhô Morgado),  considerou tudo e apresentou-as a família Fernandes mas ele ainda considerava as duas filhas sendo as suas crianças e contudo ele não possuía uma mulher que pudesse lhe ajudar a enfrentar os desafios da vida.
    Naquele tempo demonstrava-se o amor através do casamento e para isso tinham que viver juntos construindo a sua própria família. Pois a mãe dos proprietários era viúva em que o marido morrera a dez anos atrás e a mãe da família Fernandes não sentia-se preparada para viver sozinha tal como o pai das gêmeas. 
    Por causa do respeito que as filhas e os irmãos tinham para os seus pais eles decidiram não casar ate seus pais se prepararem, tiveram privilegio de comunicarem através de negócios e aproveitavam os momentos para declararem e aumentando cada vez mais o amor.
   

CAPÍTULO A riqueza cobiçada
    Alguns tempos depois eles entraram num negocio com um senhor chamado Bruce Lee. Ele tinha um caráter ambicional  tendo a cobiça em suas mãos. Porem a Família Oliveira e Fernandes não conheciam essa personalidade.
     O contrato consistia em exploração de terra e que quem conseguisse tornar a propriedade do estencial em terreno fértil poderia ficar com ele mas se for caso a contrario perderiam tudo. Aquele terreno foi cultivada a muito tempo pela família Oliveira. Num certo dia a provisão alimentar em casa tinha esgotado e tinham de regressar ao estencial. No caminho do estencial os irmãos viram as gêmeas e decidiram seguiram-nas numa distancia respeitável. Quando elas chegaram e começaram a colher a batata, os irmãos lembraram que aquela terra era deles. Todavia a terra não era propicia para agricultura e com isso ficaram muito felizes, eles aproximaram-se das gêmeas revelando tudo e agradecendo a força e o esforço da família.
    O Imperador Bruce Lee consentia-se em deixa-los com o terreno e com cobiça em saber que a terra já foi trabalhada pela família Oliveira tentou formular uma estratégia para possuir a herdade. Com o plano tudo organizado ele chamou os irmãos para revelar que as meninas tinham roubado aquele estencial das suas mãos. Quando os Fernandes ouviram isso, não acreditaram que elas poderiam fazer isso contudo não tinha outra opção em acreditar nele.
    Para vingar Bruce arranjou um produto de esterilização para infertilizar a terra. No dia seguinte a Isabel (mãe dos irmãos) passava por outro lado do estencial em coincidência viu o Imperador destruindo e infertilizando a terra do estencial. E logo foi avisar a família Oliveira, Nhô Morgado, quando ouviu isso correu ate o estencial juntamente com a Dona Isabel para apanhar o Bruce. Felizmente eles chegaram a tempo conseguindo uma terça parte do estencial. No meio de tudo isso chegaram os policiais fazendo a justiça e ordem familiar.
    Bruce foi preso e mandado para China com a prisão perpétua.
CAPÍTULOA batalha vencida
    Depois de tudo que aconteceu a mãe e o pai chegaram a decidir que não precisavam dos seus filhos para cuidar deles o tempo todo. E que era necessário para as meninas crescerem e possuírem suas vidas próprias ao lado dos irmãos. Assim eles organizaram o casamento, convidando toda a gente.
    No dia da grande festa  maravilhosamente receberam uma grande dádiva do céu, a grande chuva caiu em toda ilha de São Nicolau pela primeira vez em  quatro anos acabando com a fome e a  seca na terra, alegrando a natureza. E tomaram o nome de Família Oliveira- Fernandes.
    Tal como isso não era suficiente, a Isabel e Nhô Morgado viveram junto com a intenção de casar nos próximos ano.