sexta-feira, 27 de abril de 2012

Concurso de literatura entre escolas secundárias



É já neste fim de semana ( Sábado, 28 de abril, às 16 horas) o concurso que põe fim à segunda fase do Campeonato Municipal de Literatura. Frente a frente Escola Secundária Abílio Duarte de Palmarejo e Escola Secundária Pedro Gomes da Achada S. António.

Recorde-se que na primeira fase estiveram frente a frente o Liceu Domingos Ramos e a Escola Secundária Cônego Jacinto, daVárzea e na segunda fase  Escolas Secundárias  Manuel Lopes, da Calabaceira e a  Constantino Semedo, daAchada S. Filipe.
O concurso vai acontecer na Praça do Café Sofia e vai ter a transmissão direta da rádio Praia FM2-Radiu Kultura. Os participantes são estudantes do 11º ano da área de Humanística das duas escolas. O desafio é responder a perguntas sobre literatura moçambicana.

Depois de E.S. Cónego Jacinto e Manuel Lopes garantirem as suas passagens para a próxima edição, nesta, é apurada a terceira escola que vai participar da finalíssima, em Junho, onde as quatro escolas ganhadoras de cada edição vão disputar o primeiro prémio com base num tema específico de literatura de um país de língua oficial portuguesa, neste caso a literatura brasileira.

A próxima edição do concurso começa já em 26 de maio e vai colocar frente a frente as Escolas Secundárias Amor de Deus e Miraflores. O tema sobre o qual os participantes vão se debruçar será literatura portuguesa.

Ricardino Rocha

Dado recolhidos do site: www.ccb.cv



Pensamento do dia

"Acho que o processo criador de um pintor e do escritor são da mesma fonte. O texto deve se exprimir através de imagens e as imagens são feitas de luz, cores, figuras, perspectivas, volumes, sensações."
(Frases e Pensamentos de Clarice Lispector)






Meu papel como educador

À luz do que foi a filosofia educacional de Paulo Freire devo dizer, modéstia à parte, que eu não ando muito longe do que ele propôs para a Educação. De facto, o educador deve conhecer a realidade sociocultural dos seus aprendentes. Estamos num mundo em intensa transformação e os nossos aprendentes muitas vezes estão a par dessas mudanças tecnológicas, sociais, económicas, políticas e principalmente educativas.

Ora, essas mudanças educativas no que tange aos paradigmas leva-me a pensar de uma maneira bem simples: quem ama não ensina, aprende. Se antes o foco era a transmissão dos conteúdos, ou seja, arte de ensinar hoje mais do nunca está voltado para a aprendizagem. Levar o aprendente a aprender a aprender, segundo o relatório da UNESCO a partir de agora a Educação deve apoiar-se nesses quatro pilares: aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a viver juntos e com o outro e aprender a ser.

No entanto, o mais importante não é o professor lecionar todos os conteúdos do programa, não vale apenas cumpri-los. Assim acharíamos que pelo facto de fazer isso já cumprimos o nosso papel de professores. Não. Um educador vai muito além. Não fica pelos conteúdos, pelos temas da aula, ele explora os conhecimentos dos seus aprendentes e puxa pelo seu background e monta a sua aula a partir do diagnóstico feito. Um bom educador leva os seus aprendentes a viajar, a sonhar e porque não a criar os conhecimentos e aplicá-los nas situações do cotidiano. A educação possibilita ao indivíduo jovem e adulto retomar seu potencial, desenvolver suas habilidades, confirmar competências adquiridas na escola e na própria vida, com vista a um nível técnico e profissional mais qualificado.

Considero que a educação de Jovens e Adultos representa uma possibilidade que pode contribuir para efetivar um caminho e desenvolvimento de qualquer pessoa, em qualquer momento da vida. Para isso, é importante fazer um planejamento adequado para esse processo que é uma grande responsabilidade social e educacional, cabendo ao professor no seu papel de mediar o conhecimento. Porém, para ele conseguir isso, deve ter uma base sólida de formação, estar em constante atualização. Reconhecer em si mesmo como “ser” professor inacabado sempre aprendendo a conhecer -se para só depois conhecer o outro. É o que me faz caminhar nessa messe porque um professor é um eterno estudante, está sempre a aprender.

Como referiu o especialista inglês Timothy Ireland: o processo de educação no indivíduo tem três dimensões sendo estes: a individual, a profissional e a social. A primeira considera a pessoa como um ser incompleto, que tem a capacidade de buscar seu potencial pleno e se desenvolver, aprendendo sobre si mesmo e sobre o mundo. Na profissional, está incluída a necessidade de todas as pessoas se atualizarem em sua profissão, todos precisam se atualizar. No social (sendo este, a capacidade de viver em grupo), um cidadão, para ser ativo e participativo, necessita ter acesso a informações e saber avaliar criticamente o que acontece. (IRELAND, 2009, p. 36).

Em suma, cabe ao educador conhecer essas dimensões e trabalhar os seus aprendentes de forma a dar corpo a sua educação integral para poder enfrentar o mercado de trabalho com uma outra visão do mundo e ter consciência dos seus direitos e exercer plenamente a sua cidadania.

Ricardino Rocha



terça-feira, 10 de abril de 2012

A lusofonia no meio de algumas contradições

Fonte: http://www.ciberduvidas.pt
Por Fernando Cristóvão

Artigo publicado na revista Letras com Vida, do Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias (Clepul), da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, n.º 2, do segundo semestre de 2011. Redigido conforme, já, as novas regras do Acordo Ortográfico.

É um facto que nesta primeira década do século XXI a Lusofonia se está a afirmar como uma realidade, ainda que em construção permanente, com avanços e recuos, como é próprio de um crescimento em idade jovem.
Há uma quantidade enorme de instituições e eventos que se adjetivam de “lusófonos”. Basta procurar na Internet para se avaliar o número e diversidade das formas de diálogo na Lusofonia.
A título de exemplo: há um “Dia da Língua Portuguesa e da Cultura Lusófona” (5 de maio), criado pelos Ministros da Cultura da CPLP, em 2009. Há uma Universidade Lusófona, um Centro de Literaturas Europeias e Lusófonas da Faculdade de Letras de Lisboa/FCT, vários programas de Cursos de Literaturas Lusófonas nas Universidades e outras Escolas. Existem associações também adjetivadas de lusófonas, como a União de Médicos, Escritores e Artistas Lusófonos – UMEAL (1992), a Federação das Associações Lusófonas das Ciências da Educação – LUSOCOM, a Associação de Cultura Lusófona – ACLUS, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (2000), Jogos da Lusofonia (2004), Associação Lusofonia, Cultura e Cidadania – ALCC (2007), Movimento Internacional Lusófono – MIL (2009), Academia de Letras e Artes Lusófonas (2009), etc., etc.
Para além disso, numerosas são as atividades efémeras que se declaram lusófonas nas áreas do comércio, da agricultura, da gastronomia, dos desportos, do espetáculo…
Nesta reflexão serão consideradas, sobretudo, algumas instituições maiores e factos significativos de base que garantem tanto a estabilidade como o caminho do progresso da causa lusófona.
Também outras instituições menores e múltiplos acontecimentos atestam este movimento e “ideal”, e delas são frequentes as notícias nos órgãos de comunicação social, pelo que não as mencionamos.
Continua...

sexta-feira, 30 de março de 2012

UFPB do Brasil internacionaliza seus cursos

A Universidade Federal da Paraíba-Brasil em parceria com a Cátedra da UNESCO está  disponibilizando cursos de Extensão e de Especialização no âmbito da EJA.
Dois pólos - um na Cidades da Praia (e não Cidade do Cabo -África do Sul, como vi na internet) e outro em Mindelo constituem os centros  de todo esse processo no país.
Depois de uma semana presencial , segue-se o periodo da modalidade à distância. De referir que os alunos aprenderam o modelo ou o sistema moodle como ferramenta fundamental para a concretização desse processo.
Sucessos a todos!

quinta-feira, 29 de março de 2012

Centro Cultural Brasil Cabo Verde organiza concurso de literatura

É já neste fim de semana ( Sábado, 31 de março, às 16 horas) o concurso que põe fim à segunda fase do Campeonato Municipal de Literatura. Frente a frente Escola Secundária Manuel Lopes de Calabaceira e Escola Secundária Constantino Semedo da Achada S. Felipe.
Recorde-se que na primeira fase estiveram frente a frente o Liceu Domingos Ramos e a Escola Secundária Cônego Jacinto, daVárzea.
O concurso vai acontecer na Praça do Café Sofia e vai ter transmissão direta da Radiu Kultura FM. Os participantes são estudantes do 11º ano de Humanística das duas escolas. O seu desafio é responder a perguntas sobre literatura angolana.
Nesta edição é apurada a segunda escola que vai participar da finalíssima, em Junho, onde as quatro escolas ganhadoras de cada edição vão disputar o primeiro prémio com base num tema específico de literatura de um país de língua oficial portuguesa.
A próxima edição do concurso começa já em abril e vai colocar frente a frente as Escolas Secundárias Abílio Duarte e Pedro Gomes. O tema sobre o qual os participantes vão se debruçar é literatura moçambicana.

Dado recolhidos do site: www.ccb.cv

domingo, 25 de março de 2012

MED despresa formação para seus professores

Mais uma vez o nosso ministério de educação(escrito em minúsculas, peço desculpas pelas circunstâncias) nem deu à mínima à formação dos professores especialista da Universidade Estadual do Ceará.Também os professores comportarem à mesma medida Disso falo mais adiante.
Esses donos da (des)educação em Cabo Verde mostraram que educação é conversa fiada e que quando a sua gente vai aos meios de comunicação pra falar dos projetos é "conversa pra boi dormir".
O ministério ridiculamente se desenteressou do Projeto José Aparecido de Oliveira (sigla: PJAO) e professores vindos voluntariamente de Fortaleza para ministrar ficaram com as mãos a banar de não ter a oportunidade de se expor as suas comunicações.
Triste papel o nosso ministério prestou a Educação do país.
Depois vem a ministra com as suas tropas dizer "estamos a melhorar a educação, vamos implementar as olimpíadas de português, de matemática, blá, blá e mais blá".
Um outro aspecto mais triste foi o facto de professores não mostrarem interesse nenhum pela formação desculpando que não têm dinheiro, não sabem ou até mesmo lhes interessa.
Ora, para ir a Fortaleza com transporte aérea de ida e volta, hotel 5 estrelas tudo pago pelo Brasil todo o mundo quer e gosta, todos estão disponíveis. É di graça, é ka pa paga.
Um vexame à crioula! Mais um mau serviço prestado por Cabo Verde a Cabo Verde.
Estou enojado, envergonhado com a situação!

Por Ricardino Rocha

quarta-feira, 21 de março de 2012

*-PROGRAMA DAS LETRAS E DOS NÚMEROS PROJETO JOSÉ APARECIDO DE OLIVEIRA CRONOGRAMA PALESTRAS – PRAIA-CABO VERDE MARÇO 2012



LOCAL
PARTICIPANTES
DIA
DOCENTE
MÓDULO
PRAIA-CABO VERDE

·   Ana Célia Clementino Moura
·   Cloris Porto Torquato
·   José William Craveiro Torres
·   Maria Claudete Lima
·   Maria Ednilza Oliveira Moreira


16 de março
Ana Célia Clementino Moura




Aprendendo com o outro, pelo outro, para o outro: metodologia da Aprendizagem Cooperativa.
19 de março
Maria Ednilza Oliveira Moreira



“Lidando bem com as palavras”: um relato de experiência.


20 de março
José William Craveiro Torres
O texto literário em sala de aula.
21 de março
Cloris Porto Torquato
Biletramentos: práticas de uso das línguas portuguesa e cabo-verdiana.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Atividades de leitura para a infância e a juventude


Por: Armanda Zenhas 

Quando se sabe ler bem e se desenvolveu o hábito, ler é um prazer que sabe bem ter cultivado. O percurso para adquirir esse hábito é igualmente um prazer e pode ser um prazer partilhado. Na leitura podem-se encontrar/reencontrar as gerações.
Quando se fala de leitura infanto-juvenil, penso que será pertinente falar-se de leitura, de leitura para e de leitura com, cada um dos três tipos com atividades específicas.
Chamaria leitura, simplesmente leitura, a todas as atividades de leitura autónoma, seja recreativa, para investigação, para estudo ou para qualquer outro fim. Leitura para e leitura com implicam a intervenção e a colaboração de pelo menos duas pessoas: a criança e um adulto (professor ou familiar). Leitura para, como o nome pressupõe, é uma atividade em que alguém lê para outra(s) pessoa(s). Leitura com, tendo a participação de um mínimo de duas pessoas, implica uma participação ativa de todas. Qualquer destes três tipos de leitura pode ocorrer em diferentes idades, desde o nascimento até à adolescência, tendo em conta apenas as faixas etárias a que nos referimos neste artigo.
Então pode começar-se a ler autonomamente desde que se nasce? Como, se não se conhece o código escrito? Quando um bebé brinca com um livro de pano e se diverte a experimentar as diferentes texturas ou a produzir os vários sons que ele proporciona, está a manipular um livro, a virar as suas páginas, a utilizá-lo para criar sentido e o tornar significativo. Com o passar do tempo, a criança vai conseguir ver as figuras de um livro e criar uma história a partir delas, o que é, à sua maneira, e de forma adequada para o nível etário, ler. Se esse livro já foi lido para ela, por exemplo, pelos pais, ser-lhe-á ainda mais fácil recriar a história que já ouviu e ir-se apercebendo de que aqueles caracteres que ainda não consegue descodificar transportam essa narrativa. Com a entrada na escola e a aprendizagem da leitura, a criança poderá, finalmente, começar a fazer uma leitura no sentido tradicional do termo. Existe uma grande variedade de livros, com texto mais ou menos longo, ou até mesmo apenas com palavras associadas a imagens ou com pequenas frases. Uma seleção cuidada dos livros a oferecer a uma criança poderá ajudar a que ela consiga ler autonomamente, o que, além do prazer associado à leitura, contribuirá para a tornar uma leitora mais motivada e mais competente, sendo cada livro, com texto cada vez um pouquinho mais longo, um novo desafio.
Ler para é uma atividade que pode ser iniciada mesmo antes do nascimento, com a mãe a ler para o filho que sente dentro de si. Quando a criança nasce, desde pequena que aprecia ouvir ler e contar histórias. As histórias tradicionais, as lengalengas, as rimas têm vindo a passar de geração em geração e continuam a encantar os mais miúdos e os mais graúdos (nos quais me incluo). Quando a criança começa a aprender a ler, pode deixar de ser o sujeito passivo da atividade de "ler para" e passar a ser um sujeito ativo, lendo para os seus pais. É essencial escolher bem o texto, para que o grau de dificuldade seja adequado e o desafio não seja excessivo. Ler alto para ouvintes interessados e carinhosos é uma atividade enriquecedora que pode contribuir para o desenvolvimento de competências de leitura, como por exemplo a fluência e a entoação.

Ler com pode acontecer também desde muito cedo e, frequentemente, mistura-se com "ler para". Quando lemos uma história aos mais pequenos, tendemos a solicitar a sua participação, fazendo-lhes perguntas ou pedindo-lhes que reproduzam o som das personagens: "Então apareceu um cão: Como faz o cão?", "Nesse momento, apareceu o lobo mau. O que é que ele disse ao porquinho do meio?". Quando a criança começa a aprender a ler, ou se for mais velha e tiver ainda dificuldades na leitura, estas atividades podem ajudá-la a desenvolver competências de leitura e autoconfiança nas suas capacidades. Se a mãe ou o pai se sentarem com o seu filho em torno de um texto curto, podem desenvolver algumas atividades lúdicas de leitura: cada um lê uma frase da história; o adulto lê primeiro uma frase e a criança repete-a; o adulto lê uma frase com um erro e a criança repete-a corrigindo o erro (Ex.: O adulto lê "O boi cruzou-se com o cão." A criança repete e corrige "O boi cruzou-se com o cavalo."); as duas atividades anteriores, sendo feita a leitura de várias frases ou de um parágrafo; recorte dos parágrafos de uma história e reconstrução da história, lendo cada elemento da família o(s) parágrafo(s) que lhe coube(ram).
Quando se sabe ler bem e se desenvolveu o hábito, ler é um prazer que sabe bem ter cultivado. O percurso para adquirir esse hábito é igualmente um prazer e pode ser um prazer partilhado. Na leitura podem-se encontrar/reencontrar as gerações. Pais e filhos, avós e netos, para todos há espaço no mundo das letras e dos livros.